Apetite das empresas brasileiras por aquisições cresce de 21% a 48%

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Empresas brasileiras estão mais dispostas a realizar aquisições do que o restante do mundo, segundo a 11ª Capital Confidence Barometer, pesquisa semestral da EY Foto: Divulgação Empresas brasileiras estão mais dispostas a realizar aquisições do que o restante do mundo, segundo a 11ª Capital Confidence Barometer, pesquisa semestral da EY

Empresas brasileiras estão mais dispostas a realizar aquisições do que o restante do mundo, segundo a 11ª Capital Confidence Barometer, pesquisa semestral da EY (nova marca da Ernst & Young), realizada entre agosto e setembro de 2014 com 1600 executivos de 62 países.

O levantamento consultou 66 executivos brasileiros e concluiu que entre abril e outubro deste ano o apetite por aquisições subiu de 21% para 48%, acima da média mundial de 40%. A preferência é pela aquisição de pequenas e médias empresas (PMEs) que estejam estrategicamente alinhadas com o negócio principal da compradora.

Para as empresas brasileiras pesquisas, o objetivo dessas aquisições é reduzir custos, melhorar as margens de lucro, aumentar a participação em mercados existentes e otimizar sua eficiência tributária. A diferença entre os valores que as empresas estão dispostas a pagar e os preços pelos quais se pretendem vender os ativos nunca foi tão pequena – cerca de 40% dos entrevistados acreditam que ela seja menor que 10%.

O estudo indica que a expectativa para criação de empregos melhorou significativamente, passando de 24% em abril para 38% em outubro. Apesar disso, o número de respondentes que planejam diminuir o quadro de funcionários também aumentou de 15% em abril para 23% em outubro, o que indica que nem todas as companhias brasileiras estão focadas em crescimento e expansão.

De acordo com o estudo, depois de um longo período focadas em aumentar a eficiência operacional e reduzir os custos, as empresas brasileiras estão prontas para crescer. Seguindo a média global, 49% dos entrevistados afirmaram que o foco de suas empresas para os próximos 12 meses é crescer, em abril eram apenas 21%. Isso indica uma mudança significativa na estratégia brasileira, com executivos desenvolvendo formas de expandir enquanto continuam focados em eficiência operacional.

As incertezas quanto ao resultado das próximas eleições presidenciais e o fraco crescimento do PIB são algumas das principais preocupações dos executivos brasileiros. Apenas 34% dos entrevistados consideram que a economia brasileira está melhorando, eram 51% há seis meses. Contudo, os executivos brasileiros permanecem confiantes quanto às margens de lucro e sobre a estabilidade do mercado em curto prazo.

Resultados globais

Quarenta por cento das empresas globais pretendem realizar aquisições nos próximos 12 meses - o maior número em três anos. A alta em fusões e aquisições é apoiada por maiores níveis de confiança no clima macroeconômico global. O número de executivos que veem a economia global mais estável quase dobrou em um ano (de 24% para 44%). Questões geopolíticas ainda são a maior preocupação para 37% dos executivos. No entanto, essa preocupação é contrabalançada por uma grande oscilação na confiança sobre os lucros das empresas (subiu de 43% para 77% em 12 meses) e aumento na confiança na estabilidade do mercado (de 21% para 64% em 12 meses).

"Com o apetite por aquisições em seu ponto mais alto em três anos, esperamos uma nova onda de fusões e aquisições com muito mais foco em PMEs e ofertas de tamanho inferior a US$1 bilhão. Este movimento deve ampliar o volume de fusões e aquisições enquanto as empresas buscam fortalecer - e ampliar - seu negócio. O resultado deve ser um mercado muito mais resistente do que temos visto nos últimos cinco anos.", afirma Pip McCrostie, vice-presidente global da área de TAS da EY.

Países como os EUA, Reino Unido, China, Japão, Índia e Austrália deverão ser os principais potenciais compradores. Enquanto isso, Brasil, China, Índia, Reino Unido e os EUA são os cinco principais destinos de escolha de investimento.

Os principais setores para aquisições são automotivo, tecnologia, Life Sciences, telecomunicações e produtos de consumo.

(Redação- Agência IN)