A proteção para as movimentações financeiras

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A proteção para as movimentações financeiras Foto: Divulgação

O Banco Central, desde a implantação do SPB, vem diminuindo o valor mínimo da TED (Transferência Eletrônica Disponível) ano a ano. Segundo dados da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), no início de sua criação, em 2002, a compensação do crédito no mesmo dia só era possível para transações acima de R$ 5 milhões.

Já no ano de 2015, a partir de uma nova resolução, transferências de R$ 250 já podem ser compensadas em questões de minutos.

Para ter uma ideia de como essa medida impacta no aumento da demanda por esse tipo de movimentação financeira, no ano de 2009 elas representavam 28% do volume de transações bancárias no país, já em 2013, o número subiu para 46% e agora a expectativa do mercado é que representem mais de 80% das transações inter-bancos.

A partir desses dados, chegamos ao ponto central da discussão: como garantir segurança e agilidade nas transações para clientes e para os bancos no processamento de tantas TEDs em um mesmo dia? Afinal, essa modalidade é a preferida dos usuários, entretanto, traz vulnerabilidade para as instituições financeiras já que são realizadas de forma 100% eletrônica.

O grande desafio enfrentado pelas instituições financeiras e empresas de outros setores é a segurança das transações que são assinadas eletronicamente, isto é, as operações assinadas por um certificado digital, que tem respaldo legal de não repudio e, logo, não pode ser contestado. Isso acontece em especial com soluções que utilizam certificação digital baseada nos certificados ICP-Brasil e operações que envolvem criptografia.

A guarda de certificados digitais e chaves de criptografia nos servidores, ERPs ou repositórios de armazenamento, possuem risco inerente de roubo, com o agravante de ser difícil a sua identificação, porque no mundo digital, as informações são 'roubadas' mas continuam no mesmo lugar. Afinal, a tecnologia não tangibiliza a fraude e sim o prejuízo.

Uma das soluções do mercado que segue essa característica e visa a proteção das informações das transações é o Hardware Security Module (HSM), um cofre eletrônico que guarda as chaves criptográficas e os certificados digitais. Além disso, a solução ajuda também no processamento das operações, gerando assim um benefício adicional à segurança, um aumento significativo na performance do ambiente do SPB.

A resolução de diminuir o valor mínimo da TED tem como objetivo central prover mais agilidade no acesso dos usuários ao dinheiro e transparência nos processos operacionais de um banco. Se a instituição estiver acompanhada de segurança eficaz, pode dar mais um passo tranquilamente em direção ao futuro tecnológico do País.

*Marco Zanini é COO de Produtos Próprios da Globalweb Corp e possui mais de 20 de anos de experiência no mercado de Tecnologia da Informação.

(Redação - Agência IN)