5,3 milhões de micro e pequenas empresas inadimplentes

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5,3 milhões de micro e pequenas empresas inadimplentes (Foto: Pexels) 5,3 milhões de micro e pequenas empresas inadimplentes

A inadimplência atingiu 5,305 milhões de micro e pequenas empresas em dezembro de 2018, representando o segundo maior volume de toda a série histórica, abaixo apenas do recorde em setembro de 2018 (5,327). Na comparação com o mesmo mês de 2017 (4,937 milhões), houve aumento de 7,5% e na relação com novembro de 2018 (5,252 milhões), uma alta de 1,0%. “Além dos fatores econômicos, este alto patamar de inadimplência também tem relação com a dificuldade das micro e pequenas empresas em administrar a saúde financeira dos negócios”, diz o vice-presidente de Micro, Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Victor Loyola.

Por Região, o Sudeste concentrou a maior alta (9,8%) da inadimplência em dezembro de 2018, na comparação com o mesmo mês de 2017. Em segundo lugar, aparece o Sul, com crescimento de 6,5%. Na sequência, Norte (5,8%), Centro-Oeste (5,0%) e Nordeste (2,4%). Por Estado, o Rio de Janeiro lidera o ranking com alta de 14,4% em dezembro de 2018, na comparação com o mês correspondente de 2017. Amapá e São Paulo aparecem na sequência, com aumento de 12,4% e 10,1%, respectivamente. Somente três Estados apresentaram queda na mesma relação: Piauí (-2,1%), Rio Grande do Norte e Alagoas (ambos -2,0%). 

Por segmento, Serviços – que representava em média 47,8% do total em dez/18 – foi o setor que mais deixou de pagar as contas em dia, com alta de 12,2% em dezembro de 2018, na comparação com dezembro de 2017. A indústria (8,4% de participação) vem na sequência, com aumento de 3,5% e o comércio (43,4% de participação) com crescimento de 3,4%.

Serviços é quem mais tem incentivado a formalização de microempreendedores individuais no país (setor representava, em média, 65% do total de novos MEIs no primeiro semestre de 2018), que em muitos casos estão surgindo pela falta de emprego formal, impulsionando o chamado ‘empreendedorismo por necessidade’. “São pessoas que possuem alguma habilidade e precisam gerar renda, mas nem sempre estão completamente preparadas para fazer a gestão financeira e acabam caindo na inadimplência”, diz Loyola. 

(Redação – Investimentos e Notícias)