Anúncio de redução de taxa de juros pela Caixa dá novo fôlego ao mercado imobiliário

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Anúncio de redução de taxa de juros pela Caixa dá novo fôlego ao mercado imobiliário Foto: Divulgação Anúncio de redução de taxa de juros pela Caixa dá novo fôlego ao mercado imobiliário

Pelas novas regras, houve uma redução de até 1,25% na taxa de juros anual e passou-se a admitir financiamento de até 70% do valor do bem para imóveis usados. Quanto aos imóveis novos, foi mantido o patamar de 80% do valor do bem. Com a melhoria nas condições de financiamentos habitacionais vinculados ao Sistema Brasileiro de Empréstimos e Poupança (SBPE), a expectativa é de que haja o aquecimento da venda de imóveis novos e usados.

O presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, lembra que, por muitos anos, a Caixa foi o maior agente financiador de imóveis no Brasil, posto que foi perdido no último ano em razão de medidas administrativas que dificultavam a aquisição de imóveis pelos consumidores. “Tal ato abriu as portas do mercado para os bancos privados, e, agora, diante de um cenário positivo para o país, a Caixa busca retomar essa fatia do mercado que foi perdida”, analisa.

De acordo com Vinícius Costa, para um país que está acostumado com financiamentos, a medida é bastante positiva, pois acirrará a concorrência entre os bancos ganhando com isso o consumidor que pretende adquirir um imóvel. “Também ganha o vendedor, que agora passou a contar com a Caixa com um aliado, pois suas novas condições de financiamento passam a possibilitar a inúmeros cidadãos conseguir adquirir um imóvel com financiamento habitacional.”

Contudo, o fato de se ter novas facilidades não eximem o consumidor de ser cauteloso na conclusão do negócio, como adverte o presidente da ABMH. “É altamente indicado que se procure um advogado especialista em direito imobiliário para entender como funciona o financiamento habitacional, quais são as condições do contrato, como ele deve ser interpretado, além de se ter também uma boa educação financeira para poder honrar com um contrato de longo prazo”, aconselha.

A ABMH entende que o mercado como um todo ganha com essas novas medidas adotadas pela Caixa, porém, a cautela ao se fazer um negócio de 30 anos não deve nunca ser afastada para que o sonho não vire um pesadelo.

(Redação - Investimentos e Notícias)