Títulos públicos com vencimentos longos apresentam queda em janeiro

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Títulos públicos com vencimentos longos apresentam queda em janeiro Foto: Divulgação.

Os títulos públicos registraram no mês de janeiro desvalorização média de 0,24%, de acordo com o IMA-Geral (Índice de Mercado ANBIMA, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O resultado foi puxado pelos papéis com prazos mais longos, conforme mostram os resultados do IMA-B5+, que acompanha as NTN-Bs com vencimentos acima de cinco anos: no mês, o índice teve perda de 1,69%. O IRF-M1+, que representa as carteiras de títulos pré-fixados com prazos maiores do que um ano, também teve redução de 1,4% no período.

"Os papéis de prazos maiores estão mais expostos aos riscos de mercado. O resultado de janeiro deriva das incertezas dos investidores, por conta da retomada do avanço da pandemia no Brasil e da piora do quadro fiscal", afirma Hilton Notini, gerente de Preços e Índices da ANBIMA.

Entre os títulos públicos com vencimentos mais curtos, o IMA-B5, que acompanha os papéis de até cinco anos, registrou alta de 0,16% no mês. O índice acumulava perda de 0,33% até o dia 25 de janeiro, mas reverteu o resultado após o anúncio da prévia da inflação. Já o IRF-M1, que reflete os títulos pré-fixados até um ano, teve retorno médio de 0,02%. Por comportar papéis de maior liquidez e menor volatilidade, o desempenho desse subíndice foi comprometido pelo aumento das expectativas inflacionárias. O IMA-S, cujo rendimento é atrelado à Selic, apresentou rentabilidade de 0,21%, refletindo as projeções de especialistas sobre a elevação da taxa de juros nos próximos meses.

O mercado de títulos corporativos, representado pelo IDA-Geral (Índice de Debêntures ANBIMA), registrou alta de 0,35% no mês. O IDA-IPCA Infraestrutura, que acompanha as debêntures incentivadas e têm 4,8 anos de duração, teve ganho de 0,28%, o menor desempenho entre os demais subíndices. O IDA-IPCA ex-Infraestrutura (índice que desconsidera as debêntures incentivadas), cuja duração é de dois anos, apresentou ganho de 0,53%, a maior rentabilidade do período.

(Redação - Investimentos e Notícias)