A Aegea, empresa de saneamento que tem a Itaúsa entre os principais investidores, mantém estudos para uma abertura de capital e aguarda um momento mais oportuno para a operação, disse o presidente da companhia, Radamés Andrade Casseb, nesta quarta-feira.
As conversas com instituições financeiras para uma futura modelagem da operação seguem em curso, mas segundo Casseb não há prazo para um eventual IPO, considerando ainda o ambiente macroeconômico de juros elevados em níveis históricos.
Mais cedo, o jornal O Estado de S. Paulo publicou que a Aegea poderia estrear na bolsa entre o final deste ano e o início de 2026, em uma transação que poderia movimentar entre R$8 bilhões e R$10 bilhões.
Mas Casseb afirmou em entrevista que é preciso encontrar o momento mais adequado e favorável para a empresa avançar no IPO.
“A Aegea continua se preparando, procurando estar pronta”, disse. “O detalhamento virá no tempo certo. Tudo em construção e preparação ainda… mas continuamos nos preparando”, acrescentou evitando comentar a publicação da notícia sobre o IPO.
A abertura de capital, de acordo com Casseb, será um importante movimento para a empresa fazer frente aos seus investimentos. “Dispor de mais uma fonte de capital (IPO) pode ajudar a melhorar a estrutura de capital, reduzir o custo de captação”, disse ele.
No mês passado, o presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, afirmou que se a holding que também controla o banco Itaú Unibanco, puder participar de uma operação envolvendo um eventual aumento de capital da Aegea “seria interessante”.
Estrutura de Capital da Aegea
- Equipav: 53% do capital total
- Fundo soberano de Cingapura: 34%
- Itaúsa: 13%
A Aegea atualmente é uma das maiores empresas de saneamento do país. A empresa afirma ter operações em 766 cidades em 15 Estados do país e que atende 33 milhões de pessoas.
Apesar de não comentar quando um IPO da empresa poderia ocorrer, Casseb afirmou que “os especialistas de mercado esperam que o cenário comece a melhorar a partir de 2026”.
(Com Reuters)