Renda fixa corresponde a 89% das emissões no mercado de capitais

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Renda fixa corresponde a 89% das emissões no mercado de capitais Foto: Divulgação

As ofertas de renda fixa dominaram o mercado de capitais brasileiro em 2018: do total de R$ 223,7 bilhões em emissões no ano, R$ 199,6 bilhões foram nessa modalidade (participação de 89%). De acordo com os dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), as demais captações do período, em renda variável e em fundos imobiliários, representaram 5% e 6% do montante, respectivamente.

O destaque na renda fixa foi das debêntures. Mais de 300 operações com esses títulos somaram R$ 140 bilhões no ano - recorde para a série histórica da ANBIMA, iniciada em 2002. Entre esses papéis, os de infraestrutura (regidos pela Lei 12.431) também apresentaram o maior volume desde o lançamento (em 2011): R$ 23,6 bilhões, a partir de 62 emissões. Em relação a 2017, o avanço das debêntures de infraestrutura foi de 160%.

'Vale salientar a crescente participação dos investidores institucionais nas ofertas de debêntures. O movimento começou em 2017 e se manteve no ano passado, ainda que com menor força. Isso indica que esses agentes, em sua maioria os fundos de investimento, continuam interessados em alocar recursos nos títulos corporativos', afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA.

Considerando os demais produtos de renda fixa, as notas promissórias e as letras financeiras também cresceram em 2018 na comparação ao ano anterior: registraram R$ 28,2 bilhões e R$ 6 bilhões, altas de 4,9% e 98,5% sobre 2017. Já os FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis Agrícolas) movimentaram no ano R$ 12,7 bilhões, R$ 7,2 bilhões e R$ 5,8 bilhões, respectivamente.

Na renda variável, foram R$ 11,3 bilhões emitidos em 2018 a partir de três IPOs (ofertas iniciais de ações, na sigla em inglês) e três follow-ons (ofertas subsequentes de ações). O resultado ficou abaixo do registrado em 2017 (R$ 40,1 bilhões), mas superou o desempenho de 2016 (R$ 10,7 bilhões). Já os fundos imobiliários (produtos considerados híbridos entre renda fixa e variável) movimentaram R$ 12,8 bilhões em 80 operações.

No mercado internacional, as empresas brasileiras captaram US$ 15,3 bilhões em 2018, a partir de ativos de renda fixa, exclusivamente. Do total, 84% das operações foram realizadas no primeiro semestre do ano. Em relação a 2017, houve queda de mais de 50%.

(Redação - Investimentos e Notícias)