Queda de postos de trabalho foi destaque da última semana de 2017

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Destaque Queda de postos de trabalho foi destaque da última semana de 2017 Foto: Divulgação Queda de postos de trabalho foi destaque da última semana de 2017

Na Brasil, além do encerramento de postos de trabalho, os destaques foram o pagamento antecipado de dívidas pela Petrobras e a melhora do Índice de Confiança do Comércio. Lá fora, três dos principais indicadores do sentimento econômico dos consumidores norte-americanos apresentaram leve queda.

BRASIL
Após sete altas seguidas, o mercado de trabalho brasileiro registrou fechamento líquido de 12.292 vagas em novembro de 2017. As informações divulgadas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram saldo positivo apenas para o comércio, com oferta de 68.602 vagas. Todavia, a indústria fechou 29.006 vagas, o setor de serviços encerrou 2.972 postos e a agricultura, 21.761.

O setor público registrou déficit primário de R$909 milhões em novembro. O Governo Central apresentou déficit de R$366 milhões, enquanto os governos regionais apresentaram déficit de R$787 milhões. 

As empresas estatais, por sua vez, registraram superávit de R$245 milhões. No consolidado de 2017 até novembro, o setor público totaliza déficit primário de R$78,3 bilhões, ante déficit de R$85,1 bilhões no mesmo período de 2016.

O Índice de Confiança do Comércio no Brasil obteve o melhor resultado dos últimos três anos em novembro, ao alcançar 94,8 pontos com alta de 2,4 pontos entre novembro e dezembro. O resultado do indicador, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, indica reação positiva em relação à queda das taxas de inflação e de juros no país 

Dados divulgados pela Receita Federal mostraram que a carga tributária no Brasil chegou a 32,38% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. No ano anterior, 2015, o percentual era de 32,11% do PIB. O resultado corresponde à segunda alta seguida na estatística da carga tributária, alcançando o maior nível desde 2013. 

Corporativo
A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu recomendar a aprovação do acordo de compra da XP Investimentos pelo Itaú Unibanco (ITUB4). O Cade, no entanto, sugeriu algumas restrições com o objetivo de limitar a influência do banco sobre as decisões comerciais da corretora de valores. 

Em assembleia geral extraordinária, os acionistas da Eletrobras (ELET6) aprovaram a prorrogação do prazo, que passou para 31 de julho de 2018, para a privatização de suas seis distribuidoras. 
A Petrobras (PETR4) concluiu em dezembro o pré-pagamento de US$5,1 bilhões em dívidas bancárias. Da soma, 72% estavam previstos para serem quitados ao longo dos anos de 2018 e 2019. 
A Vale (VALE3) informou ter avançado nas conversas com o governo federal sobre a antecipação da renovação dos contratos de concessão das Estradas de Ferro Carajás (EFC) e Vitória de Minas (EFVM).

MUNDO
EUA
Após registrar recordes durante o ano de 2017, duas principais medidas do sentimento econômico dos consumidores nos EUA apresentaram leve queda em dezembro. A medida de confiança do consumidor, do Conference Board, caiu logo após atingir o patamar mais alto em 17 anos. A Universidade de Michigan, por sua vez, indicou recuo no seu índice de sentimento do consumidor nos dois últimos meses de 2017. 

O déficit na balança de bens do país cresceu 2,3% em novembro ante outubro, para US$ 69,68 bilhões. Considerando apenas os bens, as exportações dos EUA cresceram 3% ante outubro, com forte expansão nas vendas de bens de capitais e automóveis. 

ÁSIA
O Japão divulgou seus dados econômicos durante a semana de pouca movimentação no mercado asiático. A produção industrial japonesa cresceu 0,6%, ficando abaixo da expectativa do mercado, e as vendas no varejo cresceram 2,2% ao ano em novembro. 

O lucro industrial da China avançou 15% em novembro de 2017, alcançando o pior resultado desde abril. Em outubro, mês anterior, o lucro chinês cresceu 25%.

O Partido Comunista Chinês vai se reunir no mês que vem para deliberar revisões à constituição do país. Serão as primeiras emendas ao documento de 2004. Em uma curta mensagem, a agência estatal de notícias Xinhua informou que vai discutir emendas não especificadas à constituição em janeiro. O anúncio alimenta especulações de que Xi Jinping tentará acabar com o limite de dois mandatos à presidência.

(Redação - Investimentos e Notícias)