Previsões para o IPCA acumulado de 2019 sofrem alterações

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Destaque Previsões para o IPCA acumulado de 2019 sofrem alterações Foto: divulgação Previsões para o IPCA acumulado de 2019 sofrem alterações

Uma semana após a divulgação do valor oficial do IPCA de janeiro, o relatório de mercado Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira (11), apresentou novas previsões para o IPCA acumulado e para a inflação em 2019.

O Relatório Focus mostrou que é esperado que o IPCA acumulado de 2019 fique em 3,87%, valor que é menor do que os 3,94% registrados na última divulgação do relatório e dos 4,02% registrados nas previsões realizadas há 30 dias.

Caso a expectativa dos economistas se concretize, o IPCA acumulado de 2019 deve terminar com uma pequena alta, se comparado ao mesmo dado do ano de 2018. Ao final de dezembro, foi registrado que o IPCA acumulado de 2018 terminou em 3,75%, valor que também foi acima dos 2,95% registrados em dezembro de 2017.

Janeiro terminou com o IPCA em 0,32%, valor acima do que foi registrado em dezembro de 2018 (0,15%) e em janeiro de 2018 (0,29%).

Sobre o resultado do IPCA de janeiro, o grupo de alimentos e bebidas foi um dos principais responsáveis pela alta do índice. A alta nos preços dos produtos destes setores foi calculada em 0,90%, valor que representou 0,22 ponto percentual do valor total da alta da inflação no mês de janeiro.

Os principais itens responsáveis por esta elevação do índice foram feijão, cebola, cereais, leite, hortaliças, frutas e carnes. O feijão-carioca foi o grande vilão, registrando alta de 19,76% no preço do mercado. A cebola teve alta de 10,21%, seguida pelas frutas com alta de 5,45%, cereais e leguminosas com alta de 4,39%, o preço das hortaliças subiu 2,38%, leite longa vida 2,10% e das carnes subiram 0,78%.

A notícia boa é que o tomate conseguiu pesar a balança do IPCA, registrando queda de 19,46% e contribuindo para a contenção do preço dos alimentos no índice.

Além do grupo de alimentos e bebidas, outro grupo que puxou o IPCA para cima em janeiro foi o de transportes. Principalmente olhando apenas para o item: preço das tarifas de ônibus urbanos.

Foram registrados reajustes nos preços das passagens de coletivos em 5 das 16 regiões pesquisadas pelo IBGE. Isso faz com que este item tenha um impacto de 0,07 ponto percentual no aumento do IPCA. No geral, pode dizer que a média da alta dos preços representou 2,67%.

Para balancear o índice, a gasolina representou queda de 2,41% em janeiro, contribuindo para que a alta do IPCA não fosse ainda maior no mês.

Outro destaque vai para o grupo vestuário, que fechou o mês de janeiro com deflação de 1,15%, na comparação entre janeiro e dezembro.

A elevação do IPCA também pode ser sentida se for analisado o IPCA acumulado dos últimos 12 meses. Com o valor do indicador de janeiro, o IPCA acumulado dos últimos 12 meses é de 3,78%, valor acima dos 3,75% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores a este período.