Mercado já esperava por rebaixamento no Brasil

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Mercado já esperava por rebaixamento no Brasil Foto: Divulgação Mercado já esperava por rebaixamento no Brasil

Nessa sexta-feira (12) os mercados asiáticos continuaram renovando suas máximas caracterizando o otimismo dos mercados globais. De acordo com os indicadores divulgados pela China, suas exportações registraram alta de 10,9% enquanto as importações caíram 4,5%, resultando em um saldo positivo de 54,69B na balança comercial.

 “A redução das importações reflete a desaceleração do crescimento econômico, as exportações também desaceleraram, mas, são consistentes e reflexionam uma demanda global solidificada” afirma Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos. Os dados são, de modo geral, bastante positivos para a economia chinesa resultando no fortalecimento da moeda. O índice para Ásia subiu 0,44% incluindo a alta de Xangai, Hong Kong, Singapura e outras bolsas. Hong Kong renovou seu recorde de máxima histórica.

Os mercados da Europa também registram altas, e acompanham os futuros dos Estados Unidos. Divulgação de balanços continua nos EUA; o J.P. Morgan registrou um lucro líquido de US$ 4,2 bilhões no 4° trimestre de 2017, e ação cai 1,21% no pré-mercado. Já a “BlackRock” bateu as expectativas. O indicador destaque do dia é o índice de preços ao consumidor, que deve permanecer em 1,7%, indicando a resiliente inflação americana, que mostra sinais de dificuldade em atingir a meta do Banco Central americano.

A principal notícia no mercado é o rebaixamento de rating pela S&P Global de BB para BB-, com perspectiva estável. “O principal motivo de acordo com a agência, é o atraso na aprovação das reformas e a incerteza política. O mercado, naturalmente, abriu em campo negativo, e embora a reação tenha sido pessimista, espera-se que as perdas sejam limitadas” comenta Silveira. Os juros futuros abriram em alta com a notícia, mas já inverteram para baixa. O dólar registra uma alta de aproximadamente 0,2% enquanto o índice para o dólar registra uma queda de 0,5%. Ainda no Brasil, a pesquisa mensal de serviços indicou um novo sinal de recuperação, após período com quatro quedas seguidas, registrou uma alta de 1,0%. O acumulado em 12 meses ainda preocupa, em -3,4%.

(Redação - Investimentos e Notícias)