Mercado de capitais cresce 21% em financiamento de projetos

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Operações privadas representam 31% do total de emissões de dívidas usadas na modalidade de Project Finance, enquanto BNDES cai de 73% para 41% Foto: Divulgação Operações privadas representam 31% do total de emissões de dívidas usadas na modalidade de Project Finance, enquanto BNDES cai de 73% para 41%

Os investimentos em projetos estruturados de longo prazo (na modalidade de Project Finance) totalizaram R$ 36,1 bilhões no ano passado, com avanço de 21% sobre 2017. O volume se divide entre o capital próprio usado pelas companhias nas operações, que somou R$ 13,6 bilhões, e os financiamentos via emissões de dívidas, que chegaram a R$ 22,4 bilhões (aumento de 25% sobre o período anterior). De acordo com a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), entre as emissões de dívidas, a participação dos instrumentos do mercado de capitais mais que dobrou, passando de 11% em 2017, para 31% em 2018.

 

 

A concentração de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nas emissões de dívida caiu de 73%, em 2017, para 41% no ano passado. “A mudança de estratégia do banco de fomento e o cenário de juros baixos abriram espaço para as empresas buscarem outras formas de captação. O mercado de capitais tem se mostrado, cada vez mais, uma importante opção”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA.

Na contramão do BNDES, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), instituição que também é controlada pelo governo federal, quadruplicou sua participação nos financiamentos por dívida: de 5%, em 2017, passou a centralizar 21% dos desembolsos do ano passado. O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) completa as fontes de financiamento dos projetos em 2018, com 8%.

Setores

De acordo com a tendência observada nos anos anteriores, os projetos estruturados de longo prazo se concentraram em 2018 no setor de energia elétrica, com 76% do total de investimentos, que equivalem a R$ 27,5 bilhões. O montante foi dividido em três segmentos: distribuição ou transmissão, com R$ 11,4 bilhões; geração por fontes renováveis, com R$ 9,5 bilhões; e geração a partir de fontes não-renováveis, com R$ 6,6 bilhões.

O setor de transporte e logística deteve o restante dos investimentos (17,3%), com R$ 8,6 bilhões. Os segmentos de transporte aéreo e transporte rodoviário foram destino de 85% dos recursos: R$ 3,7 bilhões e R$ 3,6 bilhões, respectivamente.

(Redação - Investimentos e Notícias)