Investimentos dos brasileiros chegam a R$ 2,98 tri no 1º trimestre

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De acordo com a ANBIMA, aplicações das pessoas físicas avançaram 2,4% sobre o fim do ano passado. Fundos são as principais escolhas Foto: Divulgação De acordo com a ANBIMA, aplicações das pessoas físicas avançaram 2,4% sobre o fim do ano passado. Fundos são as principais escolhas

Os investimentos dos brasileiros em produtos financeiros alcançaram R$ 2,98 trilhões no primeiro trimestre de 2019. De acordo com os dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o volume cresceu 2,4% em relação ao fim de 2018 e 8,7% na comparação a março do mesmo ano. O total representa as aplicações de mais de 74 milhões de contas dos segmentos de varejo e de private banking das instituições do país.

Os fundos de investimento lideram as escolhas dos brasileiros: 39,6% dos recursos estão aplicados nesse tipo de produto. Há quatro anos, essa fatia era de 25%. A preferência é maior entre os clientes do private banking (que engloba os investidores com, no mínimo, R$ 3 milhões em ativos financeiros), com 50,3% de suas carteiras dedicadas aos fundos, o que representa R$ 565,8 bilhões. No varejo, mesmo que o volume seja pouco maior, de R$ 616,6 bilhões, a participação de 33,2% ainda perde para a poupança, que alcança 39,1%, com R$ 725,4 bilhões. “A caderneta de poupança ainda tem desempenhado o papel de porta de entrada aos investimentos, mas cada vez mais o cliente de varejo tem encontrado nos fundos opções para diversificarem suas aplicações, afirma Claudio Sanches, vice-presidente do Comitê de Varejo da ANBIMA.

No primeiro trimestre de 2019, os aportes em ativos de renda variável cresceram na comparação ao mesmo período do ano passado: no segmento de varejo houve aumento de 27,4% nas aplicações em fundos de ações e de 15,6% no investimento direto em ações. No private banking, os incrementos foram de 9,2% e de 6,5%, respectivamente. As debêntures também ganharam espaço, com os investimentos avançando 16% no varejo e 9,1% no private. “Com a manutenção dos juros baixos por um período mais longo, os investidores vêm buscando maiores rentabilidades, até mesmo abrindo mão de liquidez, em produtos mais sofisticados”, afirma Luiz Severiano Ribeiro, membro do Comitê de Private Banking da ANBIMA.

Volume por segmento

No saldo dos primeiros três meses deste ano, o varejo detém o maior volume aplicado, de R$ 1,9 trilhão (crescimento de 1,4% sobre o fim de 2018), e o maior número de contas – 74 milhões. O segmento é dividido em duas categorias: tradicional e alta renda (a inclusão dos clientes nelas segue a política comercial de cada banco). Na primeira, houve queda de 1,1% na mesma base de comparação, com total de R$ 947,7 bilhões. Na alta renda, o saldo investido foi de R$ 909,5 bilhões, com alta de 4,2%. No private banking, o volume de recursos também cresceu 4,2%, totalizando R$ 1,1 trilhão, com 122 mil contas ativas.

(Redação - Investimentos e Notícias)