Fundos retomam captação no terceiro trimestre com volume de R$ 24,9 bilhões

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Fundos retomam captação no terceiro trimestre com volume de R$ 24,9 bilhões Foto: Divulgação Fundos retomam captação no terceiro trimestre com volume de R$ 24,9 bilhões

Os fundos de investimento reverteram os resgates do último trimestre, alcançando R$ 24,9 bilhões de captação líquida de julho a setembro de 2018, de acordo com dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). A alta foi puxada pela classe de renda fixa, que alcançou R$ 14,8 bilhões frente aos R$ 23,6 bilhões negativos registrados no segundo trimestre do ano.

“O mercado passou por um período de grande volatilidade este ano e a tendência é que as maiores surpresas do cenário eleitoral tenham sido antecipadas. Os gestores, por exemplo, estão com suas posições ajustadas para qualquer que seja o resultado das eleições”, afirma Carlos André, vice-presidente da ANBIMA. “A expectativa é que a indústria continue com captações positivas, repetindo os resultados do terceiro trimestre”.

A captação líquida do terceiro trimestre de 2018 teve queda de 74% na comparação com o mesmo período de 2017. “A baixa volatilidade em 2017 aliada ao cenário de queda da taxa de juros estimulou os investidores a buscarem maiores retornos, enquanto 2018 foi marcado pela instabilidade pré-eleitoral”, disse Carlos André. Os fundos de previdência ficam em segundo lugar na captação, com R$ 5,4 bilhões neste trimestre ante R$ 8,2 bilhões no mesmo período de 2017. Na sequência, estão os multimercados, com R$ 4,1 bilhões frente a R$ 35,4 bilhões de julho a setembro do ano passado. No acumulado até setembro, a indústria soma R$ 71,1 bilhões – os fundos de ações e multimercados correspondem a 83% desse volume.

Os clientes pessoas físicas representaram a maioria dos aportes no ano até agosto. Além das captações dos segmentos de varejo (R$ 18,9 bilhões) e de private banking (27,2 bilhões), há R$ 39,7 bilhões de ingressos que estão na categoria “outros” (que inclui operações de conta e ordem cujos administradores dos fundos não reportam as informações dos investidores para a nossa base de dados). “O crescimento das plataformas de distribuição, sejam digitais ou físicas, tem contribuído para a entrada de novos investidores para a indústria. Esse movimento leva as casas a buscarem atrativos para conquistar e manter os clientes”, explicou o vice-presidente.

Os maiores retornos da indústria ficaram com os fundos multimercados, que superaram as rentabilidades do IMA (Índice de Mercado ANBIMA, que reflete as variações dos títulos públicos) e do Ibovespa, de 4,3% e 3,8%, respectivamente. O tipo Multimercado Investimento no Exterior (que pode aplicar mais de 50% do seu patrimônio líquido em ativos no exterior) alcançou 10,1%.

Na classe de renda fixa, o destaque ficou com os fundos de prazos mais longos – o tipo Duração Alta Grau de Investimento teve rentabilidade de 7,2% no período. Nos fundos de ações, apenas os tipos Índice Ativo, Investimento no Exterior e Livre apresentaram retornos positivos, com 1,7%, 1,3% e 0,4% – os demais foram impactados pela trajetória negativa do Ibovespa.

(Redação - Investimentos e Notícias)