Fundos de investimento tem captação líquida de R$ 36 bi

  •  
Fundos de investimento tem captação líquida de R$ 36 bi (Foto: Pexels) Fundos de investimento tem captação líquida de R$ 36 bi

Os resgates líquidos de R$ 25,8 bilhões que a indústria brasileira de fundos sofreu no mês de junho puxaram para baixo a captação acumulada no primeiro semestre do ano, que foi de R$ 36,4 bilhões (positivos). De acordo com dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), nos primeiros seis meses de 2017, os ingressos líquidos dos fundos de investimento haviam chegado a R$ 129,3 bilhões, enquanto a média dos últimos cinco anos é de R$ 48,3 bilhões.

“Este é o momento em que os gestores estão reagindo às volatilidades do cenário para readequarem suas carteiras. O mercado é naturalmente cíclico e é importante que o investidor evite a tomada de decisões precipitadas”, afirma Carlos André, vice-presidente da ANBIMA. “Resgatando recursos sem necessidade, por receio de perdas, ele acaba cristalizando um prejuízo que poderia ser recuperado no médio ou longo prazo”, completa.

No acumulado do primeiro semestre, os multimercados lideram entre as demais classes de fundos, com R$ 33,6 bilhões (contra R$ 42,9 bilhões no mesmo período de 2017), seguidos pelos fundos de ações, cujos ingressos líquidos de R$ 18,6 bilhões reverteram os resgates líquidos de R$ 3,1 bilhões dos primeiros seis meses do ano passado. A renda fixa apresenta a maior perda: fechou o semestre com resgates líquidos de R$ 21,8 bilhões (no mesmo intervalo do ano passado, a captação foi positiva, de R$ 56,8 bilhões).

Em relação aos retornos que os fundos proporcionaram aos investidores no semestre, destaque aos multimercados: o tipo Long and Short Neutro que faz operações ligadas à renda variável, montando posições compradas e vendidas com o objetivo de manter exposição financeira limitada a 5%) apresentou a melhor performance da classe no ano (7,34%). O Long and Short Direcional (que faz operações de ativos e derivativos ligados à renda variável, montando posições compradas e vendidas) acumulou no período rentabilidade média de 5%.

Na renda fixa, os fundos de prazos mais longos seguem trazendo os melhores retornos. O tipo Duração Alta Grau de Investimento teve rentabilidade média de 4,5%. A trajetória negativa do Ibovespa comprometeu o desempenho dos fundos de ações: os principais tipos apresentaram retornos negativos no primeiro semestre.

(Redação - Investimentos e Notícias)