Fundos de investimento acumulam captação líquida de R$ 31,8 bi até abril

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Fundos de investimento acumulam captação líquida de R$ 31,8 bi até abril Foto: Divulgação

Os fundos de investimento acumulam captação líquida de R$ 31,8 bilhões entre janeiro e abril deste ano, pouco menos da metade do total atingido no mesmo período de 2018 (quando chegou a R$ 64,9 bilhões). Segundo o boletim da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o mês de abril foi marcado por resgates líquidos de R$ 20,1 bilhões, contra captação positiva de R$ 6,5 bilhões em abril do ano passado. Mesmo com as quedas, o patrimônio líquido total da indústria de fundos segue em alta, chegando a R$ 4,8 trilhões.

No acumulado do ano, os fundos de ações apresentam a maior captação líquida entre as demais classes, com R$ 13,9 bilhões até abril, contra R$ 20,9 bilhões no mesmo intervalo de 2018. Os fundos de previdência vêm na sequência, com R$ 11,5 bilhões, o que representa alta de 42% sobre os primeiros quatro meses do ano passado (R$ 8,1 bilhões). Após movimentos concentrados que resultaram em resgates líquidos de R$ 8,9 bilhões em abril, os multimercados apresentam no ano ingressos líquidos de R$ 4,7 bilhões, abaixo do volume de R$ 40,5 bilhões nesse período de 2018. Já os fundos de renda fixa somam de janeiro a abril resgates líquidos de R$ 6,8 bilhões, superando as saídas de R$ 3,8 bilhões no mesmo intervalo do ano passado.

'O mercado segue acompanhando a evolução do cenário externo e da agenda de reformas do governo, o que acaba impactando o preço dos ativos e o apetite dos investidores', afirma Carlos André, vice-presidente da ANBIMA.

Em relação aos retornos proporcionados aos investidores, os fundos de ações também se destacam em 2019. O tipo Indexados (cujo objetivo é replicar as variações de indicadores de referência do mercado) teve rentabilidade média de 9,59% até abril. Na renda fixa, o tipo Duração Alta Soberano (que investe somente em títulos públicos federais do Brasil com prazos maiores) acumulou retorno médio de 5,75% e o Duração Alta Grau de Investimento (que investe, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos federais do Brasil com prazos maiores) chegou a 4,64%.

(Redação - Investimentos e Notícias)