Cresce a participação dos investidores institucionais em ofertas públicas de ações

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Parcela de 47,3% do volume é a maior desde 2014. No ano passado, esses subscritores detinham 28,1% dos papéis de renda variável Foto: Divulgação Parcela de 47,3% do volume é a maior desde 2014. No ano passado, esses subscritores detinham 28,1% dos papéis de renda variável

Os investidores institucionais detêm neste ano 47,3% do volume de ofertas públicas de ações colocadas no mercado. É a maior parcela desde 2014, de acordo com os dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Entre janeiro e maio, as operações de renda variável movimentaram R$ 8 bilhões, contra R$ 6,9 bilhões no mesmo período do ano passado.

 

“O crescimento das ações nas carteiras dos fundos de investimento tem estimulado esse avanço. É mais um reflexo da busca dos gestores por ativos que possam oferecer maiores rentabilidades, diante dos juros em patamares baixos”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA. Nos primeiros cinco meses de 2018, os investidores institucionais (que, além dos fundos, englobam governo, instituições públicas e privadas) detinham 28,1% dos papéis de renda variável ante 63,6% de participação dos estrangeiros.

No ano, até maio, as empresas brasileiras movimentaram R$ 134,1 bilhões no mercado de capitais (incluindo operações locais e internacionais), o que representa queda de 3% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando o volume chegou a R$ 138,1 bilhões. Além das ações, as debêntures se destacaram no período, com R$ 52,7 bilhões em emissões (contra R$ 59,8 bilhões entre janeiro e maio de 2018).

Entre as demais operações de renda fixa, os CRAs (Certificados de Recebíveis de Agronegócio) avançaram 174%, de R$ 1,9 bilhão nos primeiros cinco meses do ano passado, para R$ 5,1 bilhões em 2019. As emissões de letras financeiras cresceram 51%, para R$ 6,1 bilhões. Já os fundos imobiliários, híbridos entre renda fixa e variável, seguem em expansão, passando de R$ 6,1 bilhões entre janeiro e maio do ano passado, para R$ 9,7 bilhões.

No mercado externo, as operações das companhias brasileiras somaram US$ 10,7 bilhões (R$ 41 bilhões) nos primeiros cinco meses do ano, sendo US$ 10,4 bilhões (R$ 39,9 bilhões) em emissões de renda fixa e US$ 300 milhões (R$ 1,2 bilhão) em renda variável. O total ficou 17% abaixo do verificado no mesmo período de 2018, quando chegou a US$ 12,9 bilhões (R$ 42,2 bilhões).

(Redação - Investimentos e Notícias)