Condenação de Lula é destaque da última semana

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Julgamento de Lula em segunda instância tomou as atenções Foto: divulgação Julgamento de Lula em segunda instância tomou as atenções

Outro destaque foi o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que reuniu diversas autoridades internacionais.

Brasil

No Fórum Econômico Mundial, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, afirmou que o fluxo de investimento direto estrangeiro no Brasil em 2018 tem potencial para crescer. No mesmo dia, Meirelles também disse que o interesse de estrangeiros em investir no Brasil é maior hoje do que em 2017. No entanto, ele pontuou que ainda há um clima de receio devido à eleições 2018.

Cenário Político

A última semana foi marcada pelo julgamento em segunda instância de Luiz Inácio Lula da Silva. O julgamento foi uma apelação do ex presidente contra a sentença de primeira instância que o condenou por lavagem de dinheiro e corrupção. O resultado foi a rejeição por unanimidade no Tribunal Regional Federal da 4ª região, em Porto Alegre (RS).

A defesa de Lula ainda pode recorrer com embargos declaratórios no mesmo tribuna e, depois disso, poderá recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de prisão do ex presidente do Brasil só pode ser expedido após análise do último recurso cabível no Tribunal Federal da 4ª região, isto é, os embargos declaratórios.

A condenação unânime gerou grande alvoroço na mídia e no mercado financeiro. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, bateu recorde histórico rompendo o patamar de 83 mil pontos no dia 24. Há forte possibilidade de que Lula seja enquadrado na Lei Ficha Limpa e não possa concorrer como candidato à presidência nas eleições 2018.

Cenário Corporativo

O projeto de lei para privatização da Eletrobras (ELET6) avançou e foi publicado no Diário Oficial da União. A privatização será executada por meio de um aumento de capital, com subscrição de ações ordinárias. Com a notícia, os recibos de ações (ADR) da Eletrobras subiram 6,04% na bolsa de Nova York.

O Carrefour (CRFB3) anunciou um amplo plano de reorganização, que inclui redução de postos de trabalho e fechamento de lojas, para melhorar o desempenho do grupo. O plano estratégico até 2022 envolverá programa para desligamento voluntário de 2.400 funcionários em sua sede, na região de Île-de France. O plano também prevê investimento de 2 bilhões de euros por ano a partir de 2018. Para o Brasil, o documento prevê a abertura de 20 lojas Atacadão por ano.

Mundo

EUA

Ocorreu na última semana o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Líderes importantes estavam presentes, como Donald Trump, que fez questão de reafirmar a hegemonia da economia norte-americana.

No evento, Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), reafirmou a aceleração do crescimento econômico mundial para 2018. A diretora, no entanto, ressaltou três riscos de curto prazo: vulnerabilidade financeira, desigualdade aumentando em algumas regiões e falta de cooperação internacional.

Por 85 votos a 12, Jerome Powell foi aprovado no Senado dos EUA para se tornar o 16º presidente do Federal Reserve. A expectativa é que o novo líder, que assumirá o mandato em 03 de fevereiro, possa continuar elevando as taxas de juros norte-americanas.

Em relação ao crescimento econômico dos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto do país cresceu 2,6% no 4º trimestre de 2017. A expectativa do mercado era de alta de 2,9%.

Europa

O clima na Europa voltou a ficar positivo, entre outros fatores, com o início da temporada de balanços trimestrais dos bancos europeus. O PMI composto da Zona do Euro subiu de 58,1 em dezembro para 58,6 em janeiro. Esse resultado foi acima da expectativa de mercado, fechada em 57,9.

Cecilia Malmstrom, comissária de Comércio da União Europeia, deu indicações de maior confiança em relação à conclusão do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul nas próximas semanas. A UE ofereceu ao Mercosul cota de 70 mil toneladas de carne bovina e de 600 mil toneladas de etanol por ano com acesso privilegiado ao mercado europeu.

Ásia

Em decisão do Banco do Japão, a política monetária do país permanece inalterada e as previsões para a economia japonesa também foram mantidas. Com isso, a taxa de juros no país continuará em -0,1% e a previsão de inflação segue no patamar de 1,9% em 2018.

As importações no Japão avançaram 14,9%, enquanto as exportações cresceram 9,3%. Outro resultado positivo vem dos lucros das empresas estatais chinesas, que cresceram 23,5% em 2017 na comparação com o ano anterior. O crescimento registrado foi muito superior ao aumento de 1,7% ocorrido em 2016.