Carteira recomendada da Toro Investimentos para março de 2020

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Carteira recomendada da Toro Investimentos para março de 2020 (Foto: Pexels) Carteira recomendada da Toro Investimentos para março de 2020

Em um mês mais curto por conta do carnaval, a toada do mercado girou em torno do alastramento da epidemia do coronavírus em fevereiro.
A disseminação da doença para fora da China, com focos em diversos países como Itália, Irã, Filipinas, Japão e Coréia do Sul, além do primeiro caso no Brasil, aumentou muito os temores de uma crise global. 

As medidas de contenção da doença, que envolvem principalmente quarentenas e restrição ao fluxo de pessoas, acabam por limitar a atividade econômica. Gigantes como a Apple já anunciaram que estão sentindo a falta de peças produzidas na China, o que deve impedir a produção de seus smartphones caso a situação perdure por muito tempo. 

De acordo com analistas da Toro Investimentos, o medo é de que esse cenário empurre a já sofrida economia mundial para uma recessão. Dessa forma, as Bolsas pelo mundo despencarem no final do mês, conforme os investidores diminuíam suas posições de risco. No mesmo sentido, o dólar voltou a disparar, com a saída de capital estrangeiro em direção a mercados mais seguros, como o americano.

Março

Os analistas da Toro Investimentos acreditam que março será um mês de fortes emoções no mercado de ações. As preocupações e incertezas dos impactos do coronavírus na economia global devem continuar assombrando os investidores pelo mundo afora e, com isso, a volatilidade deve permanecer em alta. A SELEÇÃO PARA MARÇO é composta por empresas com maior exposição ao cenário doméstico, com exceção de Petrobras, que no mês anterior caiu demais e, por isso, enxergam espaço para correção.

Empresas

Ambev: Empresa líder em seu segmento de atuação, possui um portfólio com marcas diversificadas, forte capacidade de geração de caixa e alto poder de barganha com fornecedores. Ela se mostra bem descontada, sendo que o atual patamar de preços não traduz os reais fundamentos da Companhia. Empresa com forte política de aquisições, principalmente no que diz respeito a possíveis concorrentes que surjam no mercado, fato que a ajuda a permanecer como líder em seu segmento.

Itaú: Mais uma vez a divulgação do resultado do trimestral do Banco Itaú surpreendeu o mercado. O lucro líquido não ajustado pela inflação de 2019 foi o maior da história dos bancos no Brasil. A Empresa apresenta o maior ROAE do mercado e vem buscando enxugar suas despesas operacionais, visando melhorar seu índice de eficiência.

Movida: Os analistas da Toro enxergam uma queda excessiva nos preços da Movida (MOVI3) abrindo espaço para novas compras neste mês. A queda é explicada apenas pelo movimento global com relação às preocupações com o coronavírus. No movimento mais longo, ela segue uma tendência clara de alta e, em termos técnicos, faz um cenário de pullback - quando os preços do ativo caem até uma região de suporte anterior e fazem o repique para o movimento principal. O setor não tem tanta exposição ao cenário externo por não depender de insumos ou produtos de fora. Ainda, vemos uma volta do consumo de serviços no mercado doméstico e, assim, a alta dos preços do ativo.

Petrobras: O desconto da Petrobras (PETR4) foi muito mais forte por conta do cenário internacional. A queda dos preços do petróleo contribuiu para o movimento de baixa no curto prazo, porém a Empresa ainda apresenta fundamentos sólidos. É esperado uma correção do preço do petróleo para este mês e uma retomada da tendência de alta para o ativo.

A Empresa reportou no último trimestre o melhor resultado anual de sua história. Tal desempenho vem da sua estratégia de venda de ativos que não faziam parte do negócio principal de extração e produção. Sua posição entre as maiores produtoras de petróleo do mundo lhe dá um diferencial estratégico em momentos de turbulência global no setor.

Taesa: Uma das maiores e mais resilientes empresas de energia elétrica do Brasil, a Taesa (TAEE11) apresenta ainda bons números, uma boa gestão e é bastante competente. Mesmo com o temor do mercado em relação ao coronavírus e o recente desconto no preço da ação, a relação de compra é bastante válida.
As empresas de energia apresentam em média uma menor volatilidade do que as de outros setores. Assim, em momento em que o mercado apresenta certo stress, são ideais para a aquisição, tanto como forma de balancear a carteira quanto como diversificação.

Dentre todo o mercado de eletricidade, um dos segmentos mais interessantes é o de transmissão, pois apresenta longos contratos e uma parcela de receita constante. Visto isto, a Taesa é bastante consolidada neste mercado, sendo então uma boa opção de compra.

(Redação – Investimentos e Notícias)