Carteira recomendada da Toro Investimentos para maio

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Carteira recomendada da Toro Investimentos para maio (Foto: Pexels) Carteira recomendada da Toro Investimentos para maio

A Toro Investimentos divulgou nesta sexta-feira, 03, sua carteira recomendada de ações para o mês de maio, apostando nos ativos do Banco do Brasil (BBAS3), Guararapes (GUAR3), IRBrasil (IRBR3), Movida (MOVI3) e CTEEP (TRPL4).

Mesmo diante de um mês marcado pelos desafios para a aprovação da reforma da Previdência, acompanhado pelo temor dos investidores sobre uma possível intervenção federal na política de preço da Petrobras, o principal índice acionário brasileiro conseguiu encerrar com uma leve alta de 0,98% depois de dois meses operando em território negativo. 

Os embates da oposição na CCJ fizeram com que a fase mais fácil de ser aprovada se tornasse um grande desafio para que o Governo desse continuidade à tramitação da reforma. Por outro lado, sua aceitação e a instalação rápida da Comissão Especial trouxeram de volta a esperança de uma sequência nos planos de Paulo Guedes e sua equipe econômica. Grande parte da carteira de Maio é composta por ativos que já consolidam uma tendência de alta clara, acompanhados também de empresas com sinais de reversão de tendência e alto potencial de valorização ao longo do mês.

Empresas

O BBAS3 sofreu um desconto importante nas últimas semanas em virtude das turbulências políticas. Contudo, já podemos observar uma estabilização, com a média móvel de 21 períodos apresentando inclinação neutra e a presença de uma congestão marcada pela resistência em R$49,50 e pelo suporte R$46,40. No final de abril, os preços romperam a resistência de R$49,50, o que indica início de uma tendência de alta e ponto de compra para o papel. 

As ações da Guararapes vinham em uma tendência de baixa bem consolidada, respeitando uma linha de tendência de baixa (LTB) desde o início de fevereiro de 2019. Porém, no pregão do dia 30 de abril, essa linha foi rompida com um candle de força e volume acima da média. Isso aconteceu após os preços testarem e respeitarem a média móvel aritmética de 200 períodos, interpretada, neste caso, como um suporte. Temos também o IFR sinalizando uma divergência altista. Essas sinalizações gráficas e técnicas, em conjunto, sinalizam que os compradores estão ganhando força sobre os vendedores, de forma que poderemos ver, em um médio prazo, o fim da tendência baixista e a retomada da valorização do ativo.

A IRBR3 segue uma tendência de alta forte no gráfico diário respeitando a média móvel de 21 períodos e sem mostrar movimento de reversão. Após tentar perder novamente a média, vimos a formação de uma sombra inferior indicando que a força compradora prevalece no ativo. O movimento é corroborado com volume acima da média. A consolidação de um candle de força compradora rompendo a região de R$96,25 dá o gatilho para a continuação do movimento.

Já as ações da Movida (MOVI3) tiveram a tendência de alta descaracterizada, ao formar topo abaixo de topo. Contudo, o ativo encontrou na região de R$10,55 um importante suporte, impedindo que as ações dessem continuidade ao movimento baixista. No último pregão de abril, os papéis conseguiram superar uma importante resistência, que se encontrava no patamar de R$11,90. Para o curto prazo, há expectativas de que o ativo dê continuidade ao movimento altista e retome a tendência de alta. Adicionalmente, destacamos que o ativo é negociado acima da média de 21 períodos, que é amplamente utilizada para caracterizar tendências de curto e médio prazo.

Por fim, as ações da Transmissão Paulista retomaram, no início do mês de abril, a tendência altista, após uma lateralização que perdurou por dois meses, desde o início de fevereiro. Porém, acreditamos que a “força acumulada” durante o período que o papel andou de lado ainda não foi completamente liberada, uma vez que após o rompimento da lateralização as ações se valorizaram cerca de 3,0% até o fim de abril. Portanto, a tendência mais provável é de que o mês de maio seja marcado pela continuação da valorização do ativo, uma vez que as médias móveis já estão positivamente inclinadas e os preços acima delas.

(Redação – Investimentos e Notícias)