Carteira recomendada da Toro Investimentos para junho de 2020

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Carteira recomendada da Toro Investimentos para junho de 2020 (Foto: Pexels) Carteira recomendada da Toro Investimentos para junho de 2020

O mês de maio de 2020, ao contrário das estatísticas passadas, não foi um mês de queda da Bolsa, pelo contrário: o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, emplacou uma alta de 8,57% em um mês que foi marcado por grandes incertezas. 

De acordo com analistas da Toro Investimentos, mesmo com esse cenário, conseguimos uma performance acima do Ibovespa, com 11,1% de rentabilidade no mês, refletindo a boa leitura dos ativos recomendados. A instabilidade política vivida no Brasil nos últimos meses foi pano de fundo para que a volatilidade se mantivesse em alta após o pânico nas Bolsas nos meses de março e abril devido ao COVID-19. 

O melhor humor dos investidores no exterior devido ao achatamento da curva de novos casos do coronavírus e a possibilidade da retomada da economia, somados ao otimismo de uma possibilidade de vacina, gerou um maior apetite ao risco, com os investidores aumentando suas posições no mercado de ações.

Junho

No Brasil, ainda é cedo para falar de flexibilização do isolamento social diante de uma curva crescente de casos de COVID-19, mas fica a expectativa de que o mês de junho nos mostrará um cenário de melhora da pandemia, com retomada gradativa das atividades. Dessa forma, os analistas da Toro Investimentos acreditam que no mês de junho o Ibovespa possa dar sequência na tendência de alta iniciada com o rompimento da região de 83 mil pontos, mas não acreditam em uma alta na mesma magnitude do mês de maio. 

Os principais fatos que estarão no radar dos investidores neste são: a evolução do COVID-19 no Brasil; a articulação política do atual governo, que pode amenizar ou agravar uma instabilidade política já instaurada; o cenário internacional, com a retomada da economia americana, e a escalada das tensões entre EUA e China.

Recomendações

A carteira de médio prazo protegida tem como objetivo oferecer aos investidores uma modalidade com limite de perda, evitando as fortes oscilações que podem ocorrer no curto espaço de tempo. Nesse formato, os analistas da Toro Investimentos sugerem em todos os ativos que compõem a carteira preço de stop e objetivo, os quais devem ser seguidos pelos investidores que desejam realizar os lucros mensais e limitar os prejuízos.

Vale
A estabilidade dos preços de minério de ferro, mesmo com todo o cenário de paralisação da atividade econômica mundial e a valorização do dólar ante o real, fazem com que o faturamento da Companhia permaneça forte. Soma-se a isso a pretensão da China em estimular programas de infraestrutura no País, o que impacta direta e positivamente nos preços de minério de ferro e que refletirá nos números apresentados da Vale.

Movida
O segmento de locação de automóveis é um dos que foi mais penalizado na Bolsa com os receios dos impactos do Covid-19. Contudo, as ações da Movida caíram de forma exagerada. A Empresa já vinha apresentando um operacional muito bom e tomou medidas rápidas para sobreviver ao cenário. Com isso o papel já pode estar iniciando uma recuperação para patamares mais racionais de preço.

Lojas americanas
Empresa mostrou forte resultado com o crescimento acima do esperado em e-commerce. Mesmo com o cenário de pandemia, a Companhia esta bem posicionada e preparada para as demandas online. Além disso, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico aumentou as projeções de pedidos e faturamento online, contribuindo para a continuidade de alta nos resultados da varejista.

Log
A Log segue registrando fortes resultados mesmo durante a crise. A baixa inadimplência e a alta taxa de renovação de aluguel auxiliam o desempenho da Companhia. A Empresa também possui 94,4% de taxa de ocupação e um portfólio diversificado de clientes. No atual patamar de preço, abaixo de R$24,00, a Empresa tem potencial de valorização pela frente.

Itaú
Desde o início de 2020 o setor bancário tem sofrido importante desconto em seus preços. Entretanto, a robustez dos resultados de bancos como Itaú e a resiliência do setor diante do cenário vivido, reforçam nossa tese de compra no ativo. O mês que passou não foi marcado por boa performance dos setor bancário, mas o setor deve mostrar melhora no preço de suas ações no médio prazo.

(Redação – Investimentos e Notícias)