Carteira recomendada da Toro Investimentos para fevereiro de 2020

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Carteira recomendada da Toro Investimentos para janeiro de 2020 (Foto: Pexels) Carteira recomendada da Toro Investimentos para janeiro de 2020

Janeiro foi um mês de grandes turbulências vindas do exterior. Desde o início do mês, os Estados Unidos se envolveram em uma escalada de tensões com o Irã que aumentaram a preocupação de um conflito aberto no Oriente Médio, além de assinarem uma primeira fase do acordo comercial com a China, movimento que pode pôr fim a mais de 18 meses de disputa. E falando no gigante asiático, foi de lá que surgiu a principal preocupação do momento: o surto de coronavírus, epidemia que já infectou milhares de pessoas e matou algumas centenas. 

De acordo com analistas da Toro Investimentos, por conta dos riscos envolvidos em todos esses eventos, o que se viu no mercado foi uma maior procura por segurança, o que levou o dólar a bater novos recordes ao superar a casa de R$4,28. No mesmo sentido, diminuiu o apetite por aplicações de maior risco, retirando fluxo comprador da Bolsa. Mesmo assim, a queda de 1,6% do Ibovespa denota a confiança do investidor na recuperação da economia brasileira ao longo deste ano, o que impediu que o índice caísse de forma mais forte.

Fevereiro

Com a volta das atividades no Congresso, a expectativa é de que as reformas econômicas voltem a tramitar em Brasília. Contudo, é pouco provável que algo de mais concreto seja fechado ainda neste mês. Esperamos também um novo corte na taxa Selic, o que pode dar algum impulso à confiança do mercado, especialmente caso as turbulências externas diminuam. No caso da epidemia de coronavírus, hoje a principal preocupação dos investidores, é muito difícil fazer qualquer projeção, mas torcemos para que a situação esteja mais controlada até o final do mês.

Empresas

Ecorodovias: Como um dos maiores grupos de infraestrutura e logística do País, a Empresa pode se beneficiar do crescimento econômico devido ao aumento do fluxo pedagiado. Contratos de concessão de longo prazo dão certa previsibilidade de receita e permitem à Companhia gestão mais eficiente de seus custos. Com a taxa Selic nos menores patamares da história, a dívida da Companhia apresenta menor custo e, por consequência, menor impacto nos resultados.

Tenda: Companhia se beneficiou da queda da Selic e vem sentindo os sinais de aquecimento do setor de construção civil nos últimos meses. As novas linhas de financiamento  imobiliário, indexadas ao IPCA, deram força ao setor e a Tenda (TEND3) conseguiu manter suas margens líquidas em bom patamar. A Companhia ainda possui dívida líquida negativa, apresentando maior caixa e, assim, maior alavancagem, aproveitando o movimento de aquecimento do setor.

Itaúsa: A Itaúsa é uma holding no qual a sua principal controlada é o Itaú Unibanco (mais de 90%). Trata-se do maior banco privado no Brasil, que apresenta lucros crescentes e indicadores bastante interessantes no atual momento. A Companhia é conhecida, historicamente, por ser uma excelente distribuidora de proventos. Além disso, ela é negociada com desconto em relação às controladas. Isso faz com que o dividend yield (relação entre proventos distribuídos e preços) da Itaúsa seja elevado. Agora em fevereiro devemos observar a declaração de pagamento de proventos adicionais. A Itaúsa é uma empresa bastante estável e constante. Ela vem diversificando a composição da sua carteira de investimentos, como a recente aquisição da Liquigás, em conjunto com a Copagaz e a Nacional Gás Butano.

Taesa: A Companhia mostra consistência nos resultados, com previsibilidade de receita por conta de seus contratos de concessão com vencimentos longos. A Empresa se mostra preparada para possíveis investimentos em 2020. Já havia anunciado investir R$1,8 bilhão na construção de alguns empreendimentos neste ano, o que pode impulsionar fluxo mais comprador para o ativo.

Yduqs: A Yduqs (YDUQ3) tem como foco o crescimento do negócio de maneira flexível, através do fechamento de acordos que atendam a diferentes mercados. Isso já vem se refletindo no preço de suas ações, que negociam em patamares cada vez mais altos. O Aumento da capitalização e da base de alunos deve refletir nos resultados futuros do grupo. A Yduqs anunciou a compra das operações do grupo Adtalem aqui no Brasil, assumindo o portfólio do grupo americano. Assim, ela passa a contar com mais dez instituições de ensino superior, como, por exemplo, o IBMEC.

(Redação – Investimentos e Notícias)