Captação dos títulos de renda fixa é a maior dos últimos sete anos

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Captação dos títulos de renda fixa é a maior dos últimos sete anos Foto: Divulgação Captação dos títulos de renda fixa é a maior dos últimos sete anos

As operações com títulos de renda fixa no mercado de capitais movimentaram R$ 189,1 bilhões até novembro, o maior volume dos últimos sete anos. As debêntures puxaram o resultado: o total de R$ 126,7 bilhões captado pelo instrumento no período é recorde para a série histórica da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), iniciada em 2002, representando 67% das ofertas de renda fixa de 2018.

“Esse impulso da renda fixa pode ser explicado, em parte, pela demanda dos fundos de investimento por papéis que possam agregar maiores retornos. Com os juros em patamares baixos, é natural a busca dos gestores pela diversificação de suas carteiras”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA.

Entre as emissões de debêntures, os papéis de infraestrutura (regidos pela Lei 12.431) também bateram recorde em 2018: de janeiro a novembro, 57 operações somaram R$ 22 bilhões. No mesmo intervalo, os demais os produtos de renda fixa, como notas promissórias, FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis Agrícolas) movimentaram volumes de R$ 25,2 bilhões, R$ 10,3 bilhões, R$ 5,9 bilhões e R$ 4,5 bilhões, respectivamente.

Os fundos imobiliários mantiveram o crescimento verificado nos meses anteriores, e registraram R$ 11,2 bilhões até novembro, ultrapassando o total captado no ano passado inteiro, que foi de R$ 9,4 bilhões. As pessoas físicas permanecem ampliando a participação nesses produtos: do total emitido, 60,2% ficou com esses investidores (no mesmo período do ano passado, era de 54,4%).

Renda variável e mercado externo

Impactado pelo cenário de incertezas deste ano, o volume captado pelas ações foi de R$ 6,9 bilhões entre janeiro e novembro, contra R$ 32,9 no mesmo período de 2017. Para os próximos meses, quatro ofertas já estão no pipeline.

As captações externas ficaram abaixo da média de US$ 29,5 bilhões dos últimos sete anos, totalizando US$ 15,4 bilhões. O volume também é o menor desde 2015, quando chegou a US$ 8,1 bilhões.

(Redação - Investimentos e Notícias)