Aumentam os retornos das debêntures, aponta ANBIMA

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Aumentam os retornos das debêntures, aponta ANBIMA Foto: Divulgação

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) informou que os retornos aumentaram, enquanto que os prêmios de risco das debêntures caíram em maio. Essa foi a primeira vez após o início da pandemia de Covid-19, conforme mostraram as variações dos subíndices do IDA.

 

As debêntures refletidas pelo IDA-DI (formado por aquelas remuneradas pelo DI) atingiram retorno de 0,78% em maio, o que representa 330% do DI. O resultado reverte a queda de 4,87% em março (-1.439% do DI), o pior retorno mensal da série histórica da ANBIMA (iniciada em 2009).

Quanto ao prêmio de risco do IDA-DI, ou seja, a referência sobre a percepção de risco atrelada a esses papéis, houve queda em maio, após altas de meados de março em diante: de 1,2%, passou para 3,6%, em abril, e retomou a direção de baixa para 2,9% em maio.

Entre as debêntures indexadas ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), representadas pelo IDA-IPCA, a queda de 5,65% na rentabilidade em março foi revertida em altas de 1,56% em abril e de 2,24% em maio.

No acumulado do ano, entretanto, o retorno do IDA-IPCA ainda é negativo em 0,56%. Comparado aos índices que refletem os títulos públicos com o mesmo indexador, o IMA-B 5+ (que acompanha as NTN-Bs com prazos maiores do que cinco anos) tem queda ainda maior no ano, de 7,88%, enquanto o IMA-B 5 (que reflete os papéis com prazos inferiores a cinco anos) tem retorno positivo de 2,03%. Vale destacar ainda que o prêmio de risco do IDA-IPCA ficou mais estável: saiu de 1,2% em abril para 1,9% em maio.

Mercado Secundário

Os resultados dos índices da família IDA em maio acompanham a dinâmica do mercado secundário de debêntures no mês. Após um período de alta volatilidade, impulsionado pelas incertezas do cenário de pandemia, o volume negociado chegou a R$ 24 bilhões em março e a R$ 26,5 bilhões em abril. Em maio, voltou para R$ 17,9 bilhões, um patamar próximo ao observado no início do ano, antes da crise. No período de maior incerteza, os ativos remunerados pelo DI concentram as negociações: entre março e maio ultrapassaram a marca de 70% do total, enquanto nos primeiros dias de junho participam com cerca de metade do volume registrado.

(Redação - Investimentos e Notícias)