Ações e multimercados respondem por 84% da captação de fundos

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Ações e multimercados respondem por 84% da captação de fundos Foto: Divulgação Ações e multimercados respondem por 84% da captação de fundos

A indústria brasileira de fundos de investimento registrou captação líquida de R$ 49,9 bilhões no primeiro trimestre. O montante é maior do que a média da captação do mesmo período nos últimos quatro anos, segundo dados divulgados pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O resultado foi impulsionado pelos fundos de ações e multimercados, que juntos captaram R$ 42,1 bilhões, ou seja, 84% do total. No primeiro trimestre de 2017, esses fundos representaram 20% da captação da indústria, enquanto os fundos de renda fixa totalizaram 67%.

'O ambiente macroeconômico favorável propicia a busca dos investidores por alternativas de alocações de recursos que permitam rentabilidades mais atrativas. O cenário, aliado à melhor educação financeira dos clientes - que hoje contam com mais informações à disposição -, à melhor formação dos profissionais do mercado e à acessibilidade por meio das ferramentas digitais, aproximaram os investidores da indústria de fundos', afirma Carlos André, vice-presidente da ANBIMA.

A captação dos fundos de ações (R$ 8,8 bilhões) foi superior à dos fundos de renda fixa (R$ 5,8 bilhões), movimento nunca visto no setor. 'A migração da renda fixa para variável tende a permanecer, desde que mantidas as condições macroeconômicas. O mercado de capitais tem entregado melhores resultados, o que impacta os gestores - que têm a oportunidade de construir portfólios mais variados para os clientes - e a indústria de fundos como um todo. Na ponta, os investidores ganham um leque maior de alternativas', afirma Carlos André.

O private banking foi o segmento que mais contribuiu para o crescimento dos fundos de ações e multimercados. Somadas as duas categorias, a captação do private alcançou R$ 11,8 bilhões até fevereiro. Os clientes do varejo foram responsáveis pelo aporte líquido de R$ 3,1 bilhões em fundos de ações e multimercados, valor que ultrapassou os aportes em renda fixa.

A demanda por produtos mais sofisticados estimulou a criação de novos fundos nestas categorias. O balanço entre o encerramento e a abertura de novos fundos foi positivo: 90 novos multimercados e 46 novos fundos de ações no período. Na contramão, a renda fixa teve resultado líquido negativo. O desempenho se refletiu também no número de gestoras, que passou de 547 para 571 na comparação com o mesmo período do ano anterior.

(Redação - Investimentos e Notícias)