FecomercioSP defende reajuste do salário mínimo baseado no PIB per capita

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) propõe que a revisão da fórmula de cálculo do salário mínimo leve em conta o PIB per capita e não o PIB real do ano retrasado. O objetivo, com a sugestão, é que essa revisão retrate a realidade brasileira, ainda mais em um ambiente de incertezas econômicas, em que o ajuste fiscal se faz necessário. Na visão da Entidade, de nada adianta reajustar o salário mínimo pelo PIB real do ano retrasado e a inflação do ano anterior se a produtividade média brasileira vem registrando queda.

Um crescimento do PIB menor do que o da população representa uma queda da produtividade média, e é esse o cenário que vem sendo observado nos últimos anos. Além disso, não é justificado um aumento real do salário mínimo, uma vez que a produtividade média não cresce na mesma proporção.
Atualmente, está em debate na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 7.469, de 2014, que estende até 2019 a atual política de valorização do salário mínimo e tem como escopo a reposição da inflação acrescida de aumento real, com base no crescimento do PIB.

Na análise da FecomercioSP, para o varejo e o setor de serviços, qualquer aumento de salário básico é bem-vindo, pois a propensão a consumir e a gastar das pessoas de baixa renda é elevada, ou seja, a cada real a mais no salário, o consumo aumenta praticamente esse real adicional.

A Federação, por outro lado, reconhece que existem limites para esses aumentos, e esses limites estão mais vinculados ao setor público. O maior limitador para aumentos maiores do salário mínimo é o elevado déficit da previdência, que continua a preocupar os especialistas em cálculos atuariais, pois 75% dos aposentados e pensionistas recebem remuneração vinculada ao salario mínimo.

Se, por um lado, a elevação do salário mínimo, bem como dos proventos dos aposentados e dos pensionistas, um pouco acima da inflação, eleva o poder de compra das classes de renda mais baixa do País -, por outro, além de afetar o déficit da previdência, ele pressiona a inflação quando não acompanhado por uma elevação proporcional da produtividade .

A Entidade ressalta que não defende uma redução do salário mínimo, mas que eventuais aumentos com base no PIB sejam concedidos apenas quando houver aumento de produtividade. Trata-se de uma medida que não visa reduzir os benefícios, mas estimular o setor produtivo a aumentar a sua produtividade, favorecendo o crescimento econômico e o bem-estar social da população.

PIB da nova série cresceu 3,9% em 2011, revela IBGE

Nova série do Sistema de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adota 2010 como ano de referência e incorpora recomendações da mais recente revisão do manual de Contas Nacionais organizado por ONU, FMI, OCDE e Banco Mundial. Além de atualizações metodológicas, a nova série apresenta uma classificação mais detalhada de produtos e atividades, integrada à CNAE 2.0, e incorpora dados do Censo Agropecuário de 2006 e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/09. 

Focus aponta queda do PIB em 2015

Divulgado nesta segunda-feira, 02, pelo Banco Central (BC), o boletim Focus, apontou divergências na projeção dos analistas do mercado financeiro para o desempenho da economia brasileira em 2015 e 2016.

PIB da Grécia cresce 1,7% no 4º trimestre de 2014

O Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia cresceu 1,7% em ritmo anual no quarto trimestre de 2014, fazendo o país somar três trimestres de crescimento consecutivos e confirmando o fim de seis anos de recessão profunda, indicou nesta sexta-feira, 13, a agência grega de estatísticas, ELSTAT.

Zona do Euro cresceu 0,9% em 2014

O crescimento econômico na zona do euro foi um pouco melhor que o previsto em 2014, graças a um quarto trimestre que superou as expectativas e se viu apoiado pela economia alemã, anunciou nesta sexta-feira, 13, o escritório europeu de estatísticas, Eurostat.

Atividade econômica cai 0,2% em dezembro

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) exibiu queda de 0,2% em dezembro/14, descontado os devidos ajustes sazonais, repetindo o mesmo ritmo de retração observado no mês imediatamente anterior (novembro/14). Com este resultado, o crescimento da atividade econômica foi nulo durante o ano de 2014, sendo este o pior resultado desde 2009 quando, em função dos impactos da crise financeira internacional, a economia brasileira registrou retração de 0,3%.

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