Exportações da China caem e aumentam riscos para economia mundial

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Exportações da China caem e aumentam riscos para economia mundial Foto: Divulgação

Em dezembro, a China sofreu uma queda no setor de exportações com um ritmo mais forte em dois anos. As importações também contraíram, indicando que a segunda maior economia do mundo sofreu pressões e em 2019 deve se manter mais fraca, além de empurrar a deterioração da demanda global.

Dados divulgados hoje, 14, apontaram que a economia chinesa teve em 2018 o maior superávit comercial com os Estados Unidos já registrado. Isso significa, que o presidente norte-americano, Donald Trump, poderá usar suas armas para ampliar as ameaças sobre Pequim em sua disputa comercial.

De acordo com alguns analistas, em prévias especulações, a capital chinesa terá que acelerar suas políticas de afrouxamento e medidas de estímulo este ano, devido a atividade industrial ter encolhido no último mês de 2018.

As exportações da China em dezembro encolheram 4,4% na comparação com 2017, com a demanda na maioria de seus principais mercados enfraquecendo.

Já as importações também tiveram surpresas negativas, retraindo 7,6%, em seu maior declínio desde julho de 2016. Ao contrário do que os especialistas esperavam, com crescimento das exportações desacelerando a 3% e importações avançando 5%, a grande China desapontou a todos.

O superávit da China com os EUA aumentou no ano passado em 17,2%, para US$ 323,32 bilhões, sendo considerado o mais elevado índice já registrado desde 2006, segundo cálculos da Reuters.

Com isso, Washington tem exigido que Pequim tome medidas para reduzir tal força, tendo em vista que o grande superávit comercial da China com a maior economia do mundo é um ponto tido como bastante sensível para a política americana.

Um exemplo dessa briga é a imposição de Washington sobre as elevadas tarifas de importação para produtos chineses em 2018 e a ameaça de novas ações se Pequim não mudar suas práticas em questões que variam de subsídios industriais a propriedade intelectual. No entanto, a China retaliou as sanções com tarifas próprias.

Mas, após um aumento da demanda, a economia chinesa viu seus números caírem nos últimos meses. As exportações da China para os EUA caíram 3,5% em dezembro, enquanto as importações dos EUA recuaram 35,8% no mesmo mês.
No total, as exportações globais da China subiram 9,9% e as importações aumentaram 15,8% em 2018.

O resultado fez com que analistas prevejam uma recessão comercial a curto prazo, com um período de contração das exportações semelhante aos anos de 2015 e 2016.

Vale lembrar que o crescimento geral das importações também tem sofrido com as elevadas tarifas que a China vem cobrando sobre os produtos dos EUA. No ano passado, a soja, a segunda maior importação dos EUA, caiu pela primeira vez desde 2011.

O que se vê, é um alto preço sendo pago pelas negociações má sucedidas. Ou seja, mesmo que Washington e Pequim cheguem a um acordo, talvez essa ainda não seja a solução para a desaceleração da economia chinesa.

(Redação - Investimentos e Notícias)