Consumo de energia tem aumento de 2,3% no mês de setembro

Consumo de energia tem aumento de 2,3% no mês de setembro Foto: Divulgação Consumo de energia tem aumento de 2,3% no mês de setembro

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 30 de setembro indicam aumento de 2,3% no consumo e de 1,4% na geração de energia elétrica no país, na comparação com setembro de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

A análise indica que, em setembro, o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN somou 60.663 MW médios, aumento de 2,3% na comparação com o consumo no mesmo período do ano passado. No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, o boletim indica elevação de 12% no consumo, índice que já leva em conta as novas cargas de consumidores vindas do mercado cativo (ACR). Sem a presença dessa migração na análise, o ACL teria retração de 0,8% no consumo.

Já a energia consumida no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, caiu 1,3%, índice que reflete a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Haveria alta de 3,6% nesse consumo, caso tal movimento de mercado fosse desconsiderado.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos (+6,5%), saneamento (+5,8%) e de madeira, papel e celulose (+3,3%) registraram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada. Os maiores índices de retração, nesse mesmo cenário, pertencem aos segmentos de bebidas (-7,7%), químico (-6,9%) e de minerais não metálicos (-6,3%).

Em setembro, a geração de energia no Sistema totalizou 62.646 MW médios, montante 1,4% superior à produção em 2016. O crescimento é impulsionado pelo incremento de 21,2% na geração das usinas térmicas e de 39,7% das eólicas. A geração hidráulica, que inclui grandes e Pequenas Centrais Hidrelétricas, caiu 10% no período.

O InfoMercado Semanal Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em setembro, o equivalente a 62,5% de suas garantias físicas, ou 37.628 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 68,3%.

(Redação - Agência IN)