Valor das exportações recuaram 10,4%

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Valor das exportações recuaram 10,4% (Foto: Pexels) Valor das exportações recuaram 10,4%

O saldo da balança comercial de junho foi de US$ 5 bilhões, o que levou a um superávit acumulado no ano de US$ 26 bilhões, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em valor as exportações recuaram 10,4% e as importações 9,1%, na comparação entre os meses de junho de 2018 e 2019. Na comparação do acumulado do ano até junho entre 2018 e 2019, as exportações caíram em 3,5% e as importações ficaram estagnadas. O superávit no primeiro semestre de 2019 foi de US$ 26 bilhões, quatro bilhões menor do que o de 2018, e a corrente de comércio caiu 2% na comparação dos semestres de 2018 e 2019.

A queda nos valores exportados e importados na comparação mensal foi explicada pelo recuo nos índices de preços e volume desses fluxos. Na comparação entre os primeiros semestres de 2018 e 2019, porém, o volume exportado cresceu (2%) liderado pelas commodities (7,5%), enquanto a variação nos preços foi negativa para as commodities. A análise por setor mostra que a liderança no crescimento do volume exportado seja na comparação mensal ou semestral coube à indústria extrativa.

No caso das importações, a comparação entre os primeiros semestres, registrou aumento no volume de 2,5% e queda nos preços com igual percentual, o que explica o valor não ter variado entre os semestres. A análise por setor registrou recuo nos volumes na comparação mensal o que pode estar associado a uma desaceleração no ritmo de atividade. Na comparação dos semestres, os volumes importados por todos os setores aumentam, sendo a liderança da indústria extrativa.

O desempenho desfavorável em junho das exportações se repetiu nos principais mercados de destino das exportações brasileiras. A queda no mercado argentino tem sido uma constante explicada pela crise econômica do país. Na China, a queda em junho repete o comportamento do mês anterior e os Estados Unidos, após o aumento de maio liderado pelas exportações de óleo bruto de petróleo e semimanufaturados, registrou recuo de 12%.

(Redação - Investimentos e Notícias)