Transações correntes tem superávit de US$435 mi em junho

  •  
Transações correntes tem superávit de US$435 mi em junho (Foto: Pexels) Transações correntes tem superávit de US$435 mi em junho

Em junho de 2018, as transações correntes foram superavitárias pelo quarto mês consecutivo, US$435 milhões, resultado inferior ao superávit de junho de 2017, US$1,3 bilhão, segundo dados do Banco Central (BC). A redução interanual do superávit implicou ligeiro aumento do déficit em transações correntes acumulado em 12 meses, para US$13,9 bilhões até junho, equivalente a 0,70% do PIB

O saldo comercial foi positivo em US$5,5 bilhões em junho de 2018, US$1,4 bilhão abaixo do superávit do mesmo mês de 2017. O decréscimo do saldo comercial foi determinado pela expansão das importações de bens, 14,5%, em relação ao resultado de junho de 2017. No primeiro semestre de 2018 as exportações de bens expandiram 5,5% ante o semestre correspondente de 2017, atingindo US$113,4 bilhões, enquanto as importações de bens avançaram 18,4%, somando US$85,9 bilhões. 

O déficit total na conta de serviços atingiu US$3,1 bilhões no mês, redução de 2,1% comparativamente a junho de 2017, resultado influenciado pelo recuo de 25,2% (US$433 milhões) nos gastos líquidos com aluguel de equipamentos. No semestre, o déficit em serviços cresceu 7,7% relativamente ao mesmo período do ano anterior. Na conta de renda primária, os gastos líquidos com juros somaram US$823 milhões no mês, inferiores em US$593 milhões ao observado em junho do ano anterior. Na mesma base de comparação, as receitas de juros cresceram 67,4%, afetadas diretamente pela elevação das taxas de juros internacionais. As despesas líquidas de lucros totalizaram US$1,3 bilhão em junho de 2018, aumento de 8,0% ante período similar do ano anterior. Na comparação entre os primeiros semestres de 2017 e 2018, o déficit de renda primária atual é 21,6% inferior, destacando-se a expansão das receitas, tanto de juros, quanto de lucros.

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram ingressos líquidos de US$6,5 bilhões em junho, acumulando US$64,3 bilhões (3,25% do PIB) nos últimos 12 meses. O resultado mensal de junho de 2018 superou os ingressos líquidos ocorridos em junho do ano anterior (US$4,0 bilhões) e contribuiu para que o acumulado em 12 meses atingisse o maior valor, como proporção do PIB, desde dezembro.

Em junho de 2018, as saídas líquidas de ações, fundos de investimento e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico somaram US$3,1 bilhões. Enquanto os resultados mensais têm apresentado forte oscilação, os fluxos acumulados em 12 meses exibem estabilidade, com ingressos líquidos de US$2,3 bilhões, até junho.

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$379,5 bilhões em junho de 2018, correspondendo a 367% da dívida externa de curto prazo residual (exceto operações intercompanhia e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico). Quanto à redução de US$3,0 bilhões no estoque de reservas em relação à posição de maio, destacaram-se os seguintes itens: operações de linhas com recompra, US$2,9 bilhões, variações por preço, US$426 milhões, e variações por paridades, de US$361 milhões. Ademais, as receitas de juros contribuíram para aumentar o estoque de reservas em US$553 milhões.

O estoque de linhas com recompra atingiu US$2,9 bilhões ao final de junho de 2018. O retorno da moeda estrangeira ao Banco Central, com incremento do estoque de reservas, é previsto para agosto de 2018, US$775 milhões, e setembro de 2018, US$2,2 bilhões.

(Redação – Investimentos e Notícias)