Transações correntes registram US$1,5 bilhão em outubro

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Transações correntes registram US$1,5 bilhão em outubro (Foto: Divulgação) Transações correntes registram US$1,5 bilhão em outubro

As transações correntes foram superavitárias em US$1,5 bilhão em outubro, ante déficit de US$8,1 bilhões em outubro de 2019, segundo dados do Banco Central (BC). Este foi o terceiro mês seguido de superávit e o sexto superávit mensal desde abril. Seguindo a tendência dos meses anteriores, essa reversão ocorreu de forma disseminada, com aumento de US$3,0 bilhões no superávit da balança comercial de bens e reduções de US$4,5 bilhões e de US$2,0 bilhões nos déficits em renda primária e serviços, respectivamente. O déficit em transações correntes somou US$15,3 bilhões nos 12 meses encerrados em outubro, equivalentes a 1,04% do PIB. Este déficit foi inferior aos US$24,9 bilhões (1,64% do PIB) nos 12 meses terminados em setembro e o menor valor acumulado desde fevereiro de 2018, 0,97% do PIB.

As exportações de bens totalizaram US$18,0 bilhões em outubro, recuo de 8,6% ante outubro de 2019. As importações de bens somaram US$13,1 bilhões, declínio de 26,3%. De janeiro a outubro de 2020 as exportações recuaram 7,8% e as importações, 15,1%. O superávit comercial somou US$41,5 bilhões, acima dos US$32,5 bilhões observados no mesmo período de 2019.

O déficit da conta de serviços atingiu US$1,6 bilhão no mês, recuo de 55,2% ante outubro de 2019, US$3,7 bilhões. A conta de viagens internacionais continua a evidenciar os impactos da pandemia, com diminuição do déficit de US$1,0 bilhão, em outubro de 2019, para US$103 milhões, em outubro de 2020 (-90,2%) nas despesas líquidas. Destacou-se também, na mesma base comparativa, o recuo de US$745 milhões nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de US$1,5 bilhão para US$789 milhões, e a redução de US$450 milhões nas despesas líquidas de transportes, de US$606 milhões para US$156 milhões.

Em outubro, o déficit em renda primária somou US$1,9 bilhão, recuo de 70,6% em relação a outubro de 2019. As despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$919 milhões, comparativamente a US$4,2 bilhões em outubro de 2019. Esse resultado decorreu da combinação do recuo nas despesas em US$2,8 bilhões, para US$2,2 bilhões, e do aumento nas receitas em US$520 milhões, para US$1,4 bilhão. Os gastos líquidos com juros somaram US$948 milhões, redução de 56,0% na comparação interanual, com queda de receita e de despesa. De janeiro a outubro de 2020 o déficit em renda primária totalizou US$34,1 bilhões, 27,9% inferiores aos US$47,3 bilhões no mesmo período em 2019.

No mês, os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$1,8 bilhão, ante US$8,2 bilhões em outubro de 2019. O resultado de outubro de 2020 foi composto por entradas líquidas de US$2,8 bilhões em participação no capital e saídas líquidas de US$1,0 bilhão em operações intercompanhia. Nos doze meses encerrados em outubro de 2020 o IDP totalizou US$43,5 bilhões, correspondendo a 2,94% do PIB, em comparação a US$49,9 bilhões (3,29% do PIB) acumulados em 12 meses no mês anterior.

Em outubro, ocorreram ingressos líquidos de US$5,5 bilhões em instrumentos de portfólio negociados no mercado doméstico, resultado de ingressos líquidos de US$2,8 bilhões em ações e fundos de investimento e de US$2,7 bilhões em títulos de dívida. Nos dez primeiros meses do ano houve saídas líquidas de US$21,6 bilhões, comparativamente a saídas de US$872 milhões entre janeiro e outubro de 2019. Nos doze meses encerrados em outubro a saída líquida de investimentos em portfólio no mercado doméstico somou US$27,4 bilhões.

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$354,5 bilhões em outubro, redução de US$2,1 bilhões em comparação ao mês anterior. O recuo do estoque de reservas internacionais decorreu de liquidação de vendas à vista no mercado de câmbio, US$1,6 bilhão, e variações negativas por paridades e por preço, US$1,0 bilhão. A receita de juros somou US$425 milhões.

(Redação – Investimentos e Notícias)