Transações correntes foram superavitárias em outubro

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Transações correntes foram superavitárias em outubro (Foto: Pexels) Transações correntes foram superavitárias em outubro

Em outubro de 2018, as transações correntes foram superavitárias em US$329 milhões, comparativamente ao saldo negativo de US$686 milhões ocorrido no mês correspondente de 2017, segundo dados do Banco Central (BC). O resultado em transações correntes foi favorecido pelo superávit comercial de US$5,4 bilhões (ante US$4,9 bilhões em outubro de 2017). O déficit em transações correntes acumulado nos doze meses encerrados em outubro situou-se em US$15,4 bilhões (0,80% do PIB). 

O resultado da balança comercial de bens refletiu as expansões interanuais das importações, 18,7%, e das exportações, 16,6%. Em outubro, não ocorreram transações ao amparo do Repetro. No acumulado deste ano até outubro, ante mesmo período de 2017, as exportações cresceram 8,5% e as importações, 22,0%, explicando a redução no saldo comercial. 

O déficit da conta de serviços atingiu US$3,1bilhões no mês, 16,2% acima do resultado observado em outubro de 2017. Destaque-se o aumento interanual de 3,8% nos gastos líquidos de aluguel de equipamento e de 11,2% em transportes, em oposição à redução de 2,2% em viagens, refletindo ainda a influência da depreciação cambial. No acumulado do ano até outubro, o déficit em serviços aumentou 3,4% relativamente ao mesmo período de 2017. 

Em outubro de 2018, o déficit em renda primária recuou 26,5% na comparação interanual, atingindo US$3,1 bilhões. Os gastos líquidos com juros somaram US$1,1 bilhão no mês, comparativamente a US$1,3 bilhão em outubro de 2017, em função da expansão de 80,8% nas receitas de juros, que totalizaram US$778 milhões, afetadas pela elevação das taxas de juros internacionais e seus efeitos na remuneração das reservas internacionais. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$1,2 bilhão no mês, redução de 36,1% ante o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, houve redução de 21,9% no déficit em renda primária, para US$15,1 bilhões, destacando-se as expansões das receitas de juros, 41,2%, e receitas de lucros e dividendos, 13,6%.

Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$10,4 bilhões em outubro, atingindo US$75,0 bilhões no acumulado em doze meses, equivalentes a 3,89% do PIB. No período de janeiro a outubro de 2018, os ingressos líquidos de IDP somaram US$67,5 bilhões, volume 10,6% superior ao observado em mesmo período de 2017.

Em outubro de 2018, os ingressos líquidos de investimentos em ações, fundos de investimento e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico somaram US$2,1 bilhões, mantendo tendência de volatilidade desde o início do ano. No acumulado em 12 meses, ocorreram saídas líquidas de US$4,7 bilhões.

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$380,3 bilhões em outubro de 2018, correspondendo a 403,6% da dívida externa de curto prazo residual (exceto operações intercompanhia e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico). O estoque de reservas internacionais recuou US$448 milhões em relação a setembro de 2018, com destaque para as variações negativas por preço, US$243 milhões, e paridade, US$651 milhões, e a contribuição positiva da receita de juros, US$659 milhões.

(Redação – Investimentos e Notícias)