Transações correntes apresentaram superávit de US$620 mi

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Transações correntes apresentaram superávit de US$620 mi (Foto: Pexels) Transações correntes apresentaram superávit de US$620 mi

Em abril de 2018, as transações correntes apresentaram superávit de US$620 milhões, ligeiramente abaixo de abril de 2017, US$1,1 bilhão, segundo dados do Banco Central (BC). Essa redução interanual do superávit resultou aumento no déficit em transações correntes acumulado em 12 meses, que atingiu US$8,9 bilhões até abril, equivalente a 0,43% do PIB (US$8,3 bilhões até março, equivalente a 0,41% do PIB).

O saldo comercial foi superavitário em US$5,5 bilhões em abril de 2018, US$1,2 bilhão abaixo do superávit de abril de 2017, em função da aceleração das importações. O déficit total na conta de serviços atingiu US$2,7 bilhões no mês, expansão de 7,3% comparativamente a abril de 2017. As despesas líquidas de transportes e viagens permaneceram em expansão, atingindo, na ordem, US$534 milhões e US$1 bilhão no mês. Por outro lado, os gastos líquidos com aluguel de equipamentos mantiveram trajetória de contração ao somarem US$1,3 bilhão no mês e US$5 bilhões no quadrimestre (redução de 14,9% comparativamente ao ocorrido de janeiro a abril de 2017). Na conta de renda primária, os gastos líquidos com juros somaram US$1,2 bilhão no mês (US$2,3 bilhões em abril de 2017, quando ocorreram antecipações de pagamentos de juros). As despesas líquidas de lucros totalizaram US$1,2 bilhão em abril, incremento de 26,4% em relação ao observado em mês correspondente do ano anterior.

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram ingressos líquidos de US$2,6 bilhões em abril, acumulando US$61,7 bilhões (3,03% do PIB) nos últimos 12 meses. Praticamente todo esse fluxo líquido foi devido à modalidade participação no capital, US$2,4 bilhões. Apesar da trajetória de redução recente, o IDP permanece como principal fonte de financiamento do balanço de pagamentos.

Em abril de 2018, os ingressos líquidos em ações, fundos de investimento e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico somaram US$5,4 bilhões, compensando parcialmente saída líquida de US$7,8 bilhões ocorrida no mês anterior. Em que pese a volatilidade dos fluxos mensais, os fluxos acumulados em doze meses apontam ingressos líquidos de US$6,6 bilhões até abril, o que representa expressiva melhora na comparação com o ano anterior.

A taxa de rolagem - definida como o percentual dos desembolsos dividido pelas amortizações, considerados empréstimos e títulos de longo prazo colocados no mercado internacional - situou-se em 95% em abril, e em 79% no primeiro quadrimestre de 2018. 

O hiato financeiro foi positivo em US$11,2 bilhões no mês, representando superávit do balanço de pagamentos. A sobra de recursos se dividiu entre crescimento de ativos externos do setor financeiro, US$9,7 bilhões, e ampliação das reservas internacionais, US$1,5 bilhão. No ano, até abril, o hiato financeiro é positivo em US$9,9 bilhões.

Por fim, o estoque de reservas internacionais atingiu US$380 bilhões em abril de 2018, correspondendo a 3,74 vezes o volume de vencimentos de principal de dívida externa (exceto operações intercompanhia e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico) previsto para os próximos doze meses. Quanto à elevação de US$402 milhões do estoque de reservas verificada no mês, destacaram-se os seguintes itens: operações de linhas com recompra, retorno líquido de US$1,5 bilhão, e receita de juros de US$486 milhões. Simultaneamente, as variações por preço e paridades contribuíram para reduzir o estoque de reservas em US$1 bilhão e US$674 milhões, respectivamente.