Transações correntes apresentaram superávit de US$283 milhões em fevereiro

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Transações correntes apresentaram superávit de US$283 milhões em fevereiro (Foto: Divulgação) Transações correntes apresentaram superávit de US$283 milhões em fevereiro

As transações correntes apresentaram superávit de US$283 milhões em fevereiro, e déficit de U$7,8 bilhões nos últimos doze meses, equivalentes a 0,38% do PIB, segundo dados do Banco Central (BC). 

Na conta financeira, o ingresso líquido de investimentos diretos no País (IDP) somou US$4,7 bilhões em fevereiro, totalizando US$64,8 bilhões nos últimos doze meses, correspondendo a 3,14% do PIB.

A conta de serviços registrou déficit de US$2,5 bilhões em fevereiro, 4,6% superior ao observado em mês correspondente do ano anterior. A despesa líquida com viagens internacionais totalizou US$794 milhões, 4,0% inferior à registrada em fevereiro de 2017, resultado de expansão de 3,2% de gastos de residentes no Brasil em viagens ao exterior, e incremento de 14,2% das receitas auferidas em viagens ao País, na mesma base de comparação. 

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram ingressos líquidas de US$4,7 bilhões, repercutindo ingressos líquidos de US$4,1 bilhões em participação no capital, e ingressos líquidos de US$614 milhões na modalidade empréstimos intercompanhia.

Em fevereiro, os ativos de investimento carteira alcançaram US$1,2 bilhão em aplicações líquidas no exterior, concentradas no instrumento fundos de investimento. No primeiro bimestre de 2018, a constituição líquida de ativos em carteira no exterior atingiu US$2,5 bilhões, 24,9% acima do observado em período correspondente de 2017.

Os passivos de investimentos em carteira registraram ingressos líquidos de US$1,5 bilhão no mês, composto majoritariamente por entradas líquidas em títulos de renda fixa, sendo US$ 1,0 bilhão referente a títulos de renda fixa negociados no mercado externo, e US$450 milhões a títulos negociados no mercado doméstico.

Os ativos de outros investimentos cresceram liquidamente US$1,6 bilhão em fevereiro compreendendo, dentre outros, concessão líquida de US$5,5 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos, e redução líquida de US$4,1 bilhões em moeda e depósitos mantidos no exterior.

Os outros investimentos passivos somaram saídas líquidas de US$355 milhões no mês, em comparação ao ingresso líquido de US$4,9 bilhões observado em período correspondente do ano anterior. Os créditos comerciais e adiantamentos apresentaram ingresso líquido de US$1,4 bilhão, enquanto as amortizações líquidas de empréstimos totalizaram US$1,9 bilhão, concentradas em operações de longo prazo.

A taxa de rolagem para empréstimos diretos e títulos de longo prazo atingiu 68% em fevereiro e 78% no acumulado do ano, valor próximo ao ocorrido no primeiro bimestre de 2017.

Reservas internacionais

Em fevereiro, as reservas internacionais no conceito caixa totalizaram US$377,0 bilhões, aumento de US$1,3 bilhão. Contribuíram para elevar o estoque o retorno de recursos em operações de linha com recompra, US$3,0 bilhões, e a receita de remuneração da carteira, US$360 milhões. As variações por preço e por paridade proporcionaram redução do estoque em US$470 milhões e US$1,5 bilhão, na ordem. No conceito liquidez, incluindo ativos decorrentes de operações de linhas com recompra, o estoque de reservas somou US$382,0 bilhões em fevereiro. 

Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para fevereiro de 2018 totalizou US$675,8 bilhões, composto por instrumentos de dívida externa emitidos no mercado internacional, US$316,2 bilhões; operações intercompanhia, US$231,7 bilhões; e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico e detidos por não residentes, US$128,0 bilhões. Em relação à posição estimada de dezembro de 2017, o endividamento externo total cresceu US$7,3 bilhões, dos quais US$5,1 bilhões relativos a títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico e denominados em reais.

(Redação - Investimentos e Notícias)