Transações correntes apresentaram déficit de US$4,3 bi em janeiro

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Transações correntes apresentaram déficit de US$4,3 bi em janeiro (Foto: Divulgação) Transações correntes apresentaram déficit de US$4,3 bi em janeiro

As transações correntes apresentaram déficit de US$4,3 bilhões em janeiro, perfazendo déficit de U$9,0 bilhões nos últimos doze meses, equivalentes a 0,44% do PIB, segundo dados do Banco Central (BC). Na conta financeira, o ingresso líquido de investimentos diretos no País (IDP) somou US$6,5 bilhões em janeiro, e US$65,3 bilhões nos últimos doze meses, correspondendo a 3,17% do PIB.

A conta de serviços registrou déficit de US$2,8 bilhões em janeiro, 14,0% maior em relação ao mesmo mês do ano anterior. A despesa líquida com viagens internacionais totalizou US$1,2 bilhão, 33,2% superior à registrada em janeiro de 2017, resultado de expansão de 26,8% de gastos de residentes no Brasil em viagens ao exterior, e incremento de 17,9% das receitas auferidas em viagens ao País, na mesma base de comparação. 

Já a despesa líquida de aluguel de equipamentos recuou 25,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, tendência oposta à observada nas principais contas de serviços.

A despesa líquida na conta de renda primária atingiu US$4,1 bilhões no mês, redução de 22,9% comparativamente a janeiro de 2017. A despesa líquida com juros alcançou US$4,4 bilhões no mês, 3,0% abaixo do ocorrido em equivalente mês do ano anterior. 

A conta de lucros e dividendos foi superavitária em US$222 milhões no mês, em oposição ao déficit de US$870 milhões no mesmo mês do ano anterior. Na mesma base comparativa, as despesas de lucros expandiram 19,6%, enquanto as receitas atingiram US$1,6 bilhão, ante US$317 milhões no período anterior.

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram ingressos líquidos de US$6,5 bilhões, repercutindo fluxos positivos de US$3,7 bilhões em participação no capital e créditos líquidos de US$2,8 bilhões em empréstimos intercompanhia.

Os passivos de investimentos em carteira registraram ingressos líquidos de US$11,9 bilhões no mês, compostos por entradas líquidas em ações e fundos de investimento, US$4,1 bilhões, entradas líquidas em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico, US$6,0 bilhões, e ingressos líquidos em títulos de renda fixa negociados no mercado externo, US$1,8 bilhão.

Os outros investimentos ativos apresentaram constituição líquida de US$8,9 bilhões em janeiro - ante redução líquida de US$413 milhões no mesmo mês do ano passado - compreendendo, dentre outros, concessão líquida de US$2,3 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos, e aplicação líquida de US$5,5 bilhões em depósitos de bancos brasileiros mantidos no exterior.

Os outros investimentos passivos apresentaram saídas líquidas de US$1,0 bilhão no mês, em comparação com o regresso líquido de US$4,7 bilhões em período correspondente do ano anterior. Os créditos comerciais e adiantamentos foram positivos em US$1,2 bilhão, enquanto as amortizações líquidas de empréstimos totalizaram US$1,9 bilhão, concentradas em operações de longo prazo.

Por fim, a taxa de rolagem para empréstimos diretos de longo prazo situou-se em 79% para o mês, contribuindo para que a taxa de rolagem total, incluindo títulos de longo prazo negociados do mercado externo, atingisse 94% em janeiro.

(Redação – Investimentos e Notícias)