Taxa de desocupação é de 11,6% no trimestre

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Taxa de desocupação é de 11,6% no trimestre (Foto:Divulgação) Taxa de desocupação é de 11,6% no trimestre

A taxa de desocupação (11,6%) no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2018, caiu -0,3 ponto percentual em relação ao trimestre julho a setembro de 2018 (11,9%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (11,8%), o quadro é de estabilidade. Já a taxa média anual recuou 0,4 ponto percentual, de 12,7%, em 2017, para 12,3% em 2018.

A população desocupada (12,2 milhões) caiu -2,4% (menos 297 mil pessoas) frente ao trimestre de julho a setembro de 2018. No confronto com igual trimestre de 2017, houve estabilidade. Entre 2014 e 2018, o contingente médio passou de 6,7 para 12,8 milhões (mais 6,1 milhões de pessoas), ou seja, quase dobrou (alta de 90,3%).

A população ocupada (93,0 milhões) aumentou 0,4% (mais 381 mil pessoas) em relação ao trimestre de julho a setembro de 2018 e 1,0% (894 mil pessoas) em relação a igual trimestre de 2017. O ano de 2018 (91,9 milhões) teve alta de 1,3% na média deste contingente em relação à de 2017 (90,6 milhões).

A taxa de subutilização da força de trabalho (23,9%) caiu -0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (24,2%). No confronto com o mesmo trimestre de 2017 (23,9%), houve estabilidade. A média anual desta taxa subiu 0,5 ponto percentual, de 23,9%, em 2017, para 24,4%, em 2018.

A população subutilizada (27,0 milhões) apresentou estabilidade em relação ao trimestre de julho a setembro 2018. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, esse grupo cresceu 2,1% (mais de 560 mil pessoas). A média anual de subutilizados passou de 15,5 milhões em 2014 para 27,4 milhões em 2018 (alta de 76,8% ou 11,9 milhões).

O número de pessoas desalentadas (4,7 milhões) ficou estável em relação ao trimestre julho a setembro de 2018 e subiu 8,1% frente ao mesmo trimestre de 2017 (mais 355 mil pessoas). Em relação à média anual, houve um aumento de 209,1% em quatro anos: de 1,9 milhões em 2014 para 4,7 milhões em 2018 (mais 3,2 milhões).

O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada (4,3%) ficou estável em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,3 p.p. contra o mesmo trimestre de 2017 (4,0%). Em quatro anos, a média anual cresceu 2,7 p.p.: de 1,6%, em 2014, para 4,3%, em 2018.

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,0 milhões de pessoas, ficando estável em ambas as comparações. Nas médias anuais, de 2014 para 2018, houve queda de -10,1% (3,6 milhões). Já o número de empregados sem carteira assinada (11,5 milhões) subiu 3,8% (mais 427 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. Entre as médias anuais de 2014 para 2018, houve um aumento de 7,8% (mais 811 mil pessoas) nesse contingente.

O número de trabalhadores por conta própria (23,8 milhões) subiu 1,5% em relação ao trimestre anterior (mais 352 mil pessoas) e 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2017 (mais 650 mil pessoas). Nas médias anuais, em 2012, trabalhavam por conta própria cerca de 22,8% (ou 20,4 milhões de trabalhadores) da população ocupada. Em 2018, esse percentual subiu para 25,4% (ou 23,3 milhões).

O número de empregadores (4,5 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações. Já a média anual de 2012 para 2018 subiu 24,4% (mais 867 mil pessoas).

A categoria dos trabalhadores domésticos (6,3 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações. De 2014 a 2018, cerca de 269 mil pessoas (alta de 4,5%) se inseriram nesta posição.

Para finalizar, o rendimento médio real habitual (R$ 2.254) ficou estável em ambas as comparações. Na média anual, de 2012 para 2018, houve alta de 5,1% e, contra 2014, variação positiva de 0,7%. A massa de rendimento real habitual (R$ 204,6 bilhões) também ficou estável nas duas comparações. Na média anual, houve aumento de 9,0% entre 2012 e 2018.

(Redação – Investimentos e Notícias)