Taxa de desemprego cresce na grande São Paulo

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Taxa de desemprego cresce na grande São Paulo (Foto: Divulgação) Taxa de desemprego cresce na grande São Paulo

Em 2017, o nível de ocupação na região metropolitana de São Paulo (RMSP) diminuiu 1,3% em relação ao ano anterior, segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em colaboração com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A eliminação de 119 mil postos de trabalho, associada à relativa estabilidade da População Economicamente Ativa (PEA) da região (18 mil pessoas se integraram à força de trabalho, ou 0,2%), resultou no acréscimo do contingente de desempregados em 137 mil pessoas. O total de desempregados foi estimado em 2.002 mil pessoas, o de ocupados em 9.118 mil e a PEA em 11.120 mil.

A taxa de desemprego total elevou-se de 16,8% para 18,0%, entre 2016 e 2017. Esse resultado decorreu do crescimento das taxas de desemprego aberto (de 14,0% para 14,8%) e oculto (de 2,8% para 3,2%). Segundo as componentes desta última, a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário variou de 2,3% para 2,5% e a de desemprego oculto pelo desalento, de 0,6% para 0,7%.

Setorialmente, o desempenho do nível de ocupação (-1,3%) resultou de reduções em todos os setores de atividade, exceto no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (aumento de 15 mil pessoas, ou 0,9%). Houve diminuição no contingente de ocupados nos Serviços (-71 mil, ou -1,3%), na Indústria de Transformação (-36 mil, ou -2,6%) e na Construção (-17 mil, ou -2,7%). No setor de Serviços, apenas no segmento Transporte, Armazenagem e Correio houve aumento de ocupados (21 mil, ou 3,1%).

O contingente de assalariados reduziu-se em 3,0%, em 2017, em decorrência do decréscimo no setor privado (-2,5%) e no emprego público (-3,8%). No segmento privado, destaque para a retração dos assalariados com carteira de trabalho assinada (eliminação de 165 mil postos de trabalho, ou -3,3%). Houve elevação no contingente de autônomos (7,3%), principalmente dos que trabalham para o público (10,4%) e redução no de empregados domésticos (-5,7%) e de empregadores (-4,7%).

Houve redução nos rendimentos médios reais de ocupados (-0,8%) e de assalariados (-1,1%), e elevação para os autônomos (1,8%), passando a equivaler a R$ 2.033, R$ 2.089 e R$ 1.658, respectivamente. Dentre os assalariados, houve elevação no rendimento dos trabalhadores no setor público (2,4%) e redução no setor privado (-1,6%). Nesse grupo, segundo os principais setores de atividade, houve elevação no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (2,5%) e redução na Indústria de Transformação (-2,8%) e nos Serviços (-0,6%).

A massa de rendimentos reais dos ocupados contraiu-se em 2,0% e a dos assalariados em -4,0%. Em ambos os casos, este comportamento foi decorrência da redução dos rendimentos médios reais e dos níveis de ocupação.

Por fim, a distribuição dos rendimentos do trabalho manteve a leve tendência de desconcentração verificada desde 2005, na RMSP. Em 2017, os 50% dos ocupados com menor renda apropriaram-se de 25,8% da massa de rendimentos do trabalho, um ponto percentual acima do verificado em 2016 (24,8%), enquanto em 2005 esse percentual era de 17,5%.

(Redação – Investimentos e Notícias)