Setor público registra déficit de R$14,9 bi em fevereiro

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Setor público registra déficit de R$14,9 bi em fevereiro (Foto: Pexels) Setor público registra déficit de R$14,9 bi em fevereiro

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$14,9 bilhões em fevereiro de 2019, comparativamente a déficit de R$17,4 bilhões em fevereiro do ano anterior, segundo dados do Banco Central (BC). No Governo Central houve déficit de R$20,6 bilhões, e nos governos regionais e empresas estatais, superávits de R$4,8 bilhões e de R$832 milhões, respectivamente. 

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$30,1 bilhões em fevereiro, comparativamente a R$28,4 bilhões no mesmo mês de 2018. No acumulado em 12 meses, os juros nominais atingiram R$373,4 bilhões (5,42% do PIB), reduzindo-se em relação ao acumulado até fevereiro do ano anterior (R$390,3 bilhões, 5,92% do PIB). 

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$45 bilhões em fevereiro. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$479,2 bilhões (6,95% do PIB), reduzindo-se 0,04 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado registrado em janeiro de 2019.

DLSP e DBGG

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) alcançou R$3.752,8 bilhões em fevereiro, 54,4% do PIB, percentual que se manteve estável em relação ao mês anterior. Esse resultado refletiu, sobretudo, o efeito da desvalorização cambial de 2,4% no mês (responsável por redução de 0,4 p.p. do PIB), da incorporação de juros nominais (aumento de 0,4 p.p.), do déficit primário (aumento de 0,2 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (redução de 0,3 p.p.). No ano, a relação DLSP/PIB cresceu 0,3 p.p., influenciada pela valorização cambial de 13,0% (aumento de 0,6 p.p.), pela incorporação de juros nominais (aumento de 0,7 p.p.), pelo superávit primário acumulado (redução de 0,5 p.p.) e pelo crescimento do PIB nominal (redução de 0,5 p.p.).

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – alcançou R$5.336,5 bilhões em fevereiro, equivalente a 77,4% do PIB, 0,1 p.p. acima do percentual registrado em janeiro. Contribuíram para essa evolução os resgates líquidos de dívida do governo geral (redução de 0,1 p.p.), a incorporação de juros nominais (aumento de 0,5 p.p.), o efeito da desvalorização cambial (aumento de 0,1 p.p) e o crescimento do PIB nominal (redução de 0,4 p.p.). No ano, houve crescimento 0,2 p.p. na relação DBGG/PIB, decorrente, em especial, da incorporação de juros (aumento de 1,0 p.p.), do crescimento do PIB nominal (redução de 0,7 p.p.) e da valorização cambial (redução de 0,2 p.p.). 

(Redação – Investimentos e Notícias)