Setor de serviços pode ter impacto negativo acentuado, aponta MUFG

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Setor de serviços pode ter impacto negativo acentuado, aponta MUFG Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou hoje, 8, que em fevereiro, o volume de serviços no Brasil caiu 1,0% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal.

 

Segundo o IBGE, na série sem ajuste sazonal, o volume de serviços avançou 0,7% ante 2019. No acumulado no ano houve alta de 1,2% frente a igual período do ano anterior. O acumulado nos últimos doze meses avançou 0,7% em fevereiro de 2020 e mostrou perda de ritmo frente a janeiro (1,0%).

A retração de 1,0% do volume de serviços teve três das cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para os recuos vindos de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,9%) e de informação e comunicação (-0,5%). O outro setor que também apontou resultado negativo em fevereiro foram os serviços prestados às famílias (-0,1%).

No entanto, as atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio subiram 0,4%, enquanto outros serviços tiveram ligeira alta de 0,2%.

De acordo com o MUFG (Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc), holding do Banco MUFG Brasil, o desempenho geral negativo da atividade de serviços foi pior do que a sua desagregação, que foi impulsionada pelo ajuste sazonal de cada série.

"O crescimento registrado pelo transporte em fevereiro está atrelado ao desempenho positivo da produção industrial naquele mês. No entanto, o desempenho geral dos serviços, especialmente a partir de março, será fortemente afetado pelo lockdown em vários estados brasileiros em tempos de pandemia de Covid-19. Obviamente, quanto maior a duração da pandemia de Coronavírus, mais acentuado será o impacto negativo na atividade de serviços, especialmente durante o segundo trimestre deste ano", aponta o MUFG.

O setor de serviços em geral (neste caso, incluindo as vendas no varejo) é o setor que pode sofrer mais com esse bloqueio, sendo seguido de perto pela indústria.

(Redação - Investimentos e Notícias)