Serviços deve impulsionar a retomada de empregos em SP

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Serviços deve impulsionar a retomada de empregos em SP (Foto: Pexels) Serviços deve impulsionar a retomada de empregos em SP

Em 2018, as contratações no varejo, atacado e setor de serviços paulista devem superar os desligamentos. Em conjunto, os três setores devem abrir 99.897 postos de trabalho encerrando o ano com 9.988.690 empregos com carteira assinada. É o que estima a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Os dados compõem as pesquisas de emprego no comércio varejista, atacadista e setor de serviços do Estado de São Paulo (PESP Varejo, Atacado e Serviços) apuradas mensalmente pela Federação com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

A Federação observa que em 2018 as sazonalidades continuaram a existir no mercado de trabalho do varejo paulista, isto é, um primeiro trimestre de saldo acumulado negativo, devido à dispensa de trabalhadores temporariamente contratados para o Natal de 2017.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, alguns fatores foram decisivos para baixo o resultado anual do comércio varejista, como o impacto na confiança, a capacidade de investimento das empresas, de vendas ainda em patamares baixos em relação aos anos de melhor desempenho econômico, aumento das incertezas com o período eleitoral e greve dos caminhoneiros. Esta última realidade barrou desempenho positivo esperado no trimestre de maio a julho. Contudo, com a recente queda do desemprego, reação do investimento e crescimento maior do PIB, houve condições de retomar a geração de empregos com carteira assinada nos últimos meses do ano.

Varejo

O mercado de trabalho formal do comércio varejista voltou a registrar saldo positivo de vagas. Em 2018, a FecomercioSP projeta a abertura de 3.518 postos de trabalho com carteira assinada no varejo do Estado de São Paulo, saldo de 884.799 admissões contra 881.281 desligamentos, segundo a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista de São Paulo (PESP Varejo). Assim, o varejo paulista deve encerrar o ano com um estoque ativo de 2.092.727 trabalhadores formais, leva alta de 0,2% em relação aos 2.089.209 vistos em 2017.

Das nove atividades analisadas, a que mais participará na abertura de vagas do total do varejo do Estado de São Paulo é a de supermercados (5.277 vínculos), seguido de lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (3.671 vínculos). Por outro lado, o grupo de vestuário, tecido e calçados deverão extinguir 4.721 vagas, maior valor absoluto negativo, assim como o grupo de outras atividades deverá extinguir 2.401 postos de trabalho.

Atacado

No comércio atacadista o quadro é o mesmo, com a retomada do emprego. Neste ano, estima-se a criação de 9.998 postos de trabalho com carteira assinada no Estado de São Paulo, saldo de 180.354 admissões contra 170.356 desligamentos. Assim, o setor atacadista paulista deve encerrar o ano com um estoque ativo de 508.148, crescimento de 2,0% em relação aos 498.050 vistos no final de 2017.

As dez atividades pesquisadas deverão registrar saldos positivos, com destaque para produtos farmacêuticos e higiene pessoal (2.104 vínculos), seguido de papel, resíduos, sucatas e metais (2.059 vínculos).

Setor de serviços

Após baixas em 2015 e 2016, e poucas vagas abertas em 2017, a FecomercioSP estima boa retomada em 2018 com 86.381 postos de trabalho formais abertos até o final deste ano no setor de serviços paulista, saldo de 2.223.342 admissões contra 2.136.961 desligamentos. O segmento deve encerrar o ano com um estoque ativo de 7.387.815 trabalhadores com carteira assinada, alta de 1,2% em relação aos 7.301.434 vistos no final de 2017.

Dos 12 setores analisados, dez devem encerrar 2018 com saldo positivo, com destaque para atividades administrativas e serviços complementares (25.490 vínculos) e serviços médico, odontológicos e sociais (23.019 vínculos). Por outro lado, administração pública, defesa e seguridade social (-6.320 vínculos); e outras atividades (3.899 vínculos) terão saldos negativos.

(Redação – Investimentos e Notícias)