Saldo das operações de crédito recua em outubro

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Saldo das operações de crédito recua em outubro (Foto: Pexels) Saldo das operações de crédito recua em outubro

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional (SFN) atingiu R$3,2 trilhões em outubro, redução de 0,2% no mês, refletindo o efeito da apreciação cambial de 7,1% na carteira de pessoas jurídicas, com redução de 1,6% (saldo de $1,4 trilhão), segundo dados do Banco Central (BC). As operações com pessoas físicas aumentaram 1,1% no mês, atingindo R$1,7 trilhão. Na comparação interanual, a carteira total de crédito cresceu 3,5%, ante 3,9% no mês anterior.

No crédito a pessoas físicas, as operações com recursos livres aumentaram 1,5% no mês e 9,5% em doze meses, para R$917 bilhões, com crescimentos de saldos nas modalidades de cartão de crédito à vista, cheque especial, consignado e veículos. O saldo do crédito direcionado a pessoas físicas aumentou 0,6% no mês e 5% na comparação interanual, atingindo R$829 bilhões, em virtude das expansões no crédito rural e imobiliário. 

A carteira de pessoas jurídicas com recursos livres reduziu-se 1,3% no mês (elevação de 9,3% em doze meses), para R$766 bilhões. Ocorreram liquidações sazonais em contratos de descontos de duplicatas e recebíveis e reduções nas modalidades sujeitas à variação cambial (repasses externos e financiamentos a exportações). O crédito às empresas com recursos direcionados recuou 2% no mês (-10,5% em doze meses), totalizando R$653 bilhões, refletindo principalmente a apreciação cambial nas operações com recursos do BNDES. 

As concessões de crédito somaram R$322 bilhões em outubro, aumento de 9,2% no mês, influenciadas pelo número de dias úteis (três a mais que setembro). Nas demais bases de comparação, as novas contratações também crescem. No acumulado do ano, elevação de 11,4% no crédito total, 13,6% na carteira de empresas e 9,9% em pessoas físicas.

O Indicador de Custo de Crédito (ICC), média do custo de toda a carteira de crédito do SFN, alcançou 20,9% a.a., apresentando ligeiro aumento de 0,1 p.p. no mês e redução de 0,9 p.p. em doze meses. No crédito livre não rotativo, o ICC situou-se em 29,4% no mês de outubro, com variação de 0,1 p.p. no mês e redução de 1,9 p.p. nos últimos doze meses. O spread do ICC alcançou 13,9 p.p. e o spread do ICC com recursos livres não rotativo, 19,8 p.p., com variações mensais respectivas de 0,1 p.p. e de 0,2 p.p.

A taxa média de juros das contratações efetuadas em outubro atingiu 24,6% a.a., o que representou expansão de 0,2 p.p. no mês e declínio de 2,8 p.p. nos últimos doze meses. Na carteira livre, a taxa de juros das contratações alcançou 38% (+0,1 p.p. e -5,5 p.p., em iguais períodos). Nas contratações livres com pessoas físicas, houve redução de 0,1 p.p. nessa taxa, que alcançou 51,9% a.a., determinada pelas modalidades rotativas (cheque especial: -1 p.p.; cartão regular e não regular: -6,7 p.p. e -1,1 p.p.). 

No crédito livre a empresas, a taxa de juros das contratações permaneceu estável em 20,4% a.a. A taxa de juros do crédito livre, excluindo-se as operações rotativas, aumentou 0,2 p.p., para 29,5% a.a. No crédito direcionado, a taxa geral elevou-se 0,4 p.p., para 8,4%, destacando-se aumento de 1 p.p. com empresas, para 9,7% a.a., notadamente nos financiamentos para investimentos do BNDES (+1,2 p.p.). 

O spread bancário referente às contratações de outubro alcançou 18 p.p., com variações de 0,6 p.p. no mês e de -2,6 p.p. em doze meses. Na carteira livre não rotativa, o spread aumentou 1,2 p.p. em outubro, para 20,7 p.p. 

Agregados monetários

A base monetária totalizou R$287 bilhões em outubro, aumentos de 2,7% no mês e de 12,8% em doze meses. No mês, as reservas bancárias cresceram 18,7%, enquanto o papel-moeda emitido declinou 0,2%. Entre os fatores condicionantes da evolução da base, destacaram-se as operações com títulos públicos federais, com impacto expansionista de R$31,1 bilhões, resultado de resgates líquidos de R$34 bilhões no mercado primário e de vendas líquidas de R$2,9 bilhões no mercado secundário. Em sentido inverso, observaram-se resultados contracionistas nos ajustes com derivativos (R$19,3 bilhões) e nos depósitos de instituições financeiras (3,9 bilhões). 

Os meios de pagamento restritos (M1) atingiram R$360,1 bilhões em outubro, redução mensal de 2,4%, com quedas de 3,7% nos depósitos à vista e de 1,3% no saldo do papel moeda em poder do público. Em doze meses, o M1 registra trajetória ascendente, 7,8%. O M2 alcançou R$2,8 trilhões (-0,2% no mês), acompanhando a contração do M1, com estabilidade nos saldos de depósitos de poupança e títulos emitidos pelas instituições financeiras. Em outubro, ocorreram captações líquidas de R$7,2 bilhões em depósitos a prazo e resgates líquidos de R$2,5 bilhões na poupança. O M3 cresceu 0,5%, alcançando R$6,1 trilhões, com a elevação de 1,5% nas quotas de fundos de renda fixa. O M4 registrou decréscimo de 0,2%, alcançando R$6,6 trilhões, com destaque para a queda de 8,2% nos títulos federais. Na comparação em doze meses, o M4 acumula expansão de 7,8%.

(Redação – Investimentos e Notícias)