Saldo das operações de crédito recua em janeiro

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Saldo das operações de crédito recua em janeiro (Foto: Pexels) Saldo das operações de crédito recua em janeiro

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional (SFN) totalizou R$3,2 trilhões em janeiro, com redução de 0,9% no mês, segundo dados do Banco Central (BC). O estoque das operações com pessoas jurídicas, R$1,4 trilhão, contraiu 2,7% no período, enquanto a carteira com pessoas físicas cresceu 0,6%, situando-se em R$1,8 trilhão. Na comparação interanual, a carteira total de crédito do SFN cresceu 5%, com elevações tanto para empresas, 1%, quanto para famílias, 8,4%. 

Nas operações com famílias, a carteira livre alcançou R$958 bilhões, elevações de 1,1% no mês e de 11,4% em doze meses. No mês houve crescimento sazonal, especialmente em cheque especial, crédito pessoal consignado e não consignado e veículos. O crédito direcionado para famílias ficou estável em janeiro, saldo de R$849 bilhões, crescendo 5,3% em doze meses. Nas pessoas jurídicas, a carteira livre totalizou R$786 bilhões, redução de 3,4% no mês e elevação de 10,1% em doze meses. Destacaram-se declínios sazonais em desconto de duplicatas e recebíveis, antecipação de faturas de cartão e capital de giro, além do efeito da apreciação cambial em repasses externos. O crédito às empresas com recursos direcionados contraiu 1,8% no mês e 8,3% em doze meses, somando R$640 bilhões. 

As concessões de crédito somaram R$305 bilhões em janeiro, retração de 15% no mês – composto por reduções de 26,9% para pessoas jurídicas e de 4,1% para pessoas físicas – embora com dois dias úteis a mais que em dezembro. Nas demais bases de comparação, as concessões totais e livres permanecem em crescimento, tanto para famílias quanto para empresas. Considerando-se dados dessazonalizados, as concessões totais cresceram 0,5% no mês, aumentando 1,6% em pessoas físicas e permanecendo estáveis em pessoas jurídicas. 

O Indicador de Custo de Crédito (ICC), média do custo de toda a carteira do sistema financeiro, aumentou 0,3 p.p. em janeiro, para 20,8% a.a. (-0,7 p.p. em doze meses). No crédito livre não rotativo, o indicador também cresceu 0,3 p.p. no mês, situando-se em 29,1%. O spread geral do ICC alcançou 14,1 p.p., com elevação de 0,4 p.p. no mês e redução de 0,2 p.p. doze meses.

A taxa média de juros das concessões de janeiro cresceu 1,5 p.p., para 24,7% e diminuiu 1,5 p.p. nos últimos doze meses. Na carteira livre, a taxa alcançou 37,7%, aumento de 2,1 p.p. no mês, e elevação de 2,5 p.p. para pessoas físicas (51,4%), refletindo elevações em modalidades com participação mais significativa na carteira, tais como não consignado (+9,2 p.p.), veículos (+0,7 p.p.). 

No crédito livre a empresas, a taxa alcançou 20,2% a.a., elevação mensal de 1,4 p.p., após aumentos em modalidades como desconto de duplicatas e recebíveis (+5,3 p.p.) e capital de giro (+0,8 p.p.). Na comparação com janeiro de 2018, livre de efeitos sazonais, essa taxa se reduziu 2,2 p.p. A taxa de juros do crédito livre, excluindo-se as operações rotativas, situou-se em 28,8%, com aumento de 1,6 p.p. no mês e declínio de 1,6 p.p. em doze meses. 

O spread bancário referente às contratações totais do mês atingiu 18,6 p.p., aumento de 1,6 p.p. no mês e redução de 1,1 p.p. na comparação em doze meses.

Agregados monetários

A base monetária alcançou R$279,1 bilhões em janeiro, diminuição de 7,6% no mês (+2,5% em doze meses), refletindo a redução mensal de 8,9% no papel moeda emitido, enquanto o saldo de reservas bancárias aumentou 1,4%. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se os impactos contracionistas das operações com títulos públicos federais (-R$18,4 bilhões, com vendas líquidas de 106,2 bilhões no mercado secundário e resgates líquidos de R$87,8 bilhões no mercado primário) e dos ajustes nas operações com derivativos (-R$11,6 bilhões). Em contrapartida aos fatores contracionistas, os depósitos de instituições financeiras, cujo resultado compreende as variações nos saldos de recolhimentos compulsórios, provocaram expansão de R$2,1 bilhões, e as operações do Tesouro Nacional, de R$4,8 bilhões. 

Os meios de pagamento restritos (M1) totalizaram R$370,8 bilhões em janeiro, contração de 9% no mês, após reduções de 9,6% nos depósitos à vista e de 8,5% no saldo do papel moeda em poder do público. O M2 recuou 2% em janeiro (R$2,8 trilhões), acompanhando a redução do M1 e a queda de 2% no saldo dos depósitos a prazo. Os saldos dos depósitos de poupança (R$796,5 bilhões) e dos títulos privados (R$1,6 trilhão) recuaram 0,5% e 0,9%, respectivamente no período comparativo. No mês, ocorreram resgates líquidos de R$11,2 bilhões na poupança e de R$53 bilhões em depósitos a prazo. O M3 cresceu 0,4%, situando-se em R$6,3 trilhões, com elevação de 1,6% nas quotas de fundos (saldo de R$3,3 trilhões). O M4 aumentou 0,6%, totalizando R$6,7 trilhões, com elevação de 4,4% no estoque de títulos federais da carteira do público não financeiro. Na comparação em doze meses, o M4 acumula expansão de 8,7%. 

(Redação – Investimentos e Notícias)