Saldo das operações de crédito alcançou R$3,2 tri em agosto

  •  
Saldo das operações de crédito alcançou R$3,2 tri em agosto (Foto: Pexels) Saldo das operações de crédito alcançou R$3,2 tri em agosto

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$3,2 trilhões em agosto, expansão de 1% no mês, refletindo o aumento nas contratações com pessoas físicas e jurídicas e o efeito da depreciação cambial no saldo, sobretudo com empresas, segundo dados do Banco Central (BC). 

O montante do crédito a pessoas físicas aumentou 1,1%, para R$1,7 trilhão, enquanto a carteira de pessoas jurídicas cresceu 0,9%, atingindo R$1,4 trilhão. Na comparação interanual, o saldo total de crédito manteve trajetória ascendente, com expansão de 3,4% relativamente a agosto de 2017 (2,3% em julho, na mesma base de comparação).

Na carteira de pessoas físicas, as operações com recursos livres cresceram 1,3% no mês e 9,1% em doze meses, com expansões nas seguintes modalidades: crédito pessoal (consignado e não consignado), cartão à vista e financiamento de veículos. Ainda em relação às operações de crédito com as famílias, o saldo do crédito direcionado aumentou 0,8% no mês e 4,3% na comparação interanual, com destaque para as operações de crédito rural.

O saldo de crédito a pessoas jurídicas com recursos livres aumentou 1,6% no mês e 8,7% em doze meses. As operações que mais se destacaram foram desconto de duplicatas e recebíveis, compor, aquisição de veículos e as modalidades voltadas para o comércio exterior (adiantamentos sobre contratos de câmbio e financiamentos a exportações). 

Vale ressaltar que parte do crescimento do saldo da modalidade financiamentos a exportações refletiu o efeito da depreciação cambial nesse estoque, o mesmo ocorrendo com os repasses externos. O crédito às empresas com recursos direcionados ampliou-se ligeiramente no mês, 0,1% (-9% em doze meses), como resultado do aumento nas contratações, além do efeito da depreciação cambial na carteira do BNDES.

As concessões de crédito somaram R$327 bilhões em agosto, com crescimento em todas as bases de comparação, seja para pessoas físicas seja para pessoas jurídicas, refletindo principalmente a trajetória das contratações com recursos livres. A expansão das concessões no acumulado do ano, em relação a igual período do ano anterior, atingiu 11,4% para o crédito total, 13,4% nas transações com pessoas jurídicas e 10% para pessoas físicas.

O Indicador de Custo de Crédito (ICC), que mede o custo de todas as operações ativas na carteira do sistema financeiro, situou-se em 20,8% a.a. (-0,1 p.p. no mês e -1,3 p.p. em doze meses). No crédito livre, o ICC declinou 0,3 p.p. no mês e 4 p.p. em doze meses, para 32,6% a.a. Essa redução mensal no ICC para as operações de crédito livre ocorreu principalmente nas modalidades não rotativas, com o indicador alcançando 29,5% (-0,2 p.p. no mês). O spread do ICC situou-se em 13,8 p.p. (-0,2 p.p.) e o spread do ICC com recursos livres, em 24,1 p.p. (-0,4 p.p.).

A taxa média de juros das operações contratadas em agosto alcançou 24,5% a.a., permanecendo estável na variação mensal e apresentando redução de 3,8 p.p. nos últimos doze meses. Na carteira livre, a taxa atingiu 38% (-0,1 p.p. e -7,4 p.p., nos mesmos períodos), com redução de 0,2 p.p. tanto no segmento de empresas (para 20,4% a.a.) quanto no das famílias (para 51,8% a.a.). Nas contratações com empresas, ocorreram reduções de taxas de juros em diversas modalidades, destacando-se capital de giro (-0,3 p.p.) e antecipação de faturas (-0,7 p.p.). No segmento de pessoas físicas, as principais contrações ocorreram no consignado (-0,4 p.p.) e cartão rotativo regular (-1,8 p.p.). A taxa de juros do crédito livre excluindo-se as operações rotativas situou-se em 29,3% a.a. (+0,1 p.p. no mês e -2,9 p.p. na comparação interanual).

O spread bancário referente às concessões do mês de agosto alcançou 17,6 p.p. (-0,2 p.p. no mês e -3,4 p.p. em doze meses). No crédito livre, o spread diminuiu 0,5 p.p no mês, para 28,9 p.p.

Agregados monetários

A base monetária totalizou R$277,7 bilhões em agosto, aumentos de 0,8% no mês e de 10,1% em doze meses. No mês, o papel-moeda emitido cresceu 1,6%, enquanto as reservas bancárias reduziram-se 2,5%. 

Os fatores expansionistas foram: operações com títulos públicos federais, R$31,2 bilhões; ajustes em derivativos (swap cambial), R$28,6 bilhões; recolhimentos compulsórios de instituições financeiras, R$6,4 bilhões e operações com o setor externo, R$3,3 bilhões. Em contrapartida, as operações da Conta Única do Tesouro Nacional promoveram contração de R$66,1 bilhões na base monetária.

Os meios de pagamento restritos (M1) atingiram R$361,1 bilhões em agosto, aumento de 1,6% no mês, variação determinada pelas expansões de 2,5% no saldo do papel-moeda em poder do público e de 0,6% nos depósitos à vista. 

O M2 alcançou R$2,7 trilhões (+1,1%), destacando-se o crescimento em depósitos a prazo e depósitos de poupança, que registraram captações líquidas respectivas de R$17,6 bilhões e R$5,9 bilhões em agosto. O M3 cresceu 1,6%, situando-se em R$6 trilhões, com aumentos mensais de 1,5% nas quotas de fundos e de 17,9% nas operações compromissadas com títulos federais. O M4 totalizou R$6,6 trilhões, expansões de 1,6% no mês e de 8,7% em doze meses.

(Redação – Investimentos e Notícias)