Projeção da Selic no fim do ano cai para 4,5%, aponta ANBIMA

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Grupo Consultivo Macroeconômico da Associação corta pela quarta vez consecutiva a estimativa da taxa de juros Foto: Divulgação Grupo Consultivo Macroeconômico da Associação corta pela quarta vez consecutiva a estimativa da taxa de juros

O Grupo Consultivo Macroeconômico da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgou sua projeção para a taxa Selic até o fim deste ano. Segundo a equipe, a taxa básica de juros brasileira deverá encerrar o ano a 4,5%.

De acordo com as projeções dos economistas, este será o quarto corte consecutivo. Ou seja, é provável que haja mais uma queda de 0,5% nesta quarta-feira, 30, após a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) que termina hoje.

Com isso, a taxa chegará aos 5% e em dezembro certamente atingirá 4,5%.

'Há espaço para que o ciclo de redução de juros seja mantido diante do balanço favorável para a inflação neste ano', afirma Fernando Honorato, coordenador do Grupo da ANBIMA. Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), os economistas reduziram as projeções de 2019 de 3,5% (apontada na reunião anterior do grupo, em setembro) para 3,3% em 2019, e de 3,8% para 3,6% em 2020. Os percentuais estão abaixo das metas estabelecidas para esses períodos, de 4,25% e 4%, respectivamente.

O grupo da ANBIMA revisou, ainda, a estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) de 2019. De acordo com a instituição, de 0,8% apontada nas últimas quatro reuniões, a projeção passou para 0,9%.

Já para 2020, a projeção de crescimento se manteve em 2%. 'O cenário segue desafiador, mas alguns indicadores já apresentam melhora, como os mercados de crédito e de trabalho, o que torna o crescimento do país mais factível nos próximos meses', completa Honorato.

Além disso, o Grupo Consultivo Macroeconômico também elevou a projeção do câmbio no fim de 2019 de R$ 3,91 (apontado no relatório anterior) para R$ 4. Isso significa, que caso esse resultado se concretize, ele equivalerá a desvalorização de 3,2% da moeda brasileira frente ao dólar.

Já para o fim de 2020, a estimativa também foi revisada para cima, de R$ 3,95 para R$ 4.

(Redação - Investimentos e Notícias)