Produção de Bicicletas cresce 15,9% em 2018

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Investimentos em tecnologias e produtos de maior valor agregado devem ampliar em mais de 10% os volumes das fábricas em 2019, totalizando 857 mil unidades, diz Abraciclo Foto: Divulgação Investimentos em tecnologias e produtos de maior valor agregado devem ampliar em mais de 10% os volumes das fábricas em 2019, totalizando 857 mil unidades, diz Abraciclo

 As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM produziram 773.641 unidades em 2018, volume 15,9% superior ao registrado no ano anterior (667.363 unidades), conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo.

 

Na análise isolada de dezembro foram produzidas 21.857 unidades, volume praticamente equivalente ao registrado em igual período de 2017 (21.879 unidades). Na comparação com novembro de 2018 (83.726 unidades), nota-se uma queda de 73,9%.

Segundo Cyro Gazola, vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, depois de quatro anos de declínio, a indústria demonstrou uma retomada nos negócios em 2018, impulsionada pela maior oferta de produtos, preços mais competitivos e expansão da mobilidade urbana. “Isso mostra com clareza o impacto positivo da ampliação das redes de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas nas cidades brasileiras”, comenta.

Na avaliação do executivo, outro motivo para o desempenho expressivo está na redução do índice de inadimplência dos consumidores, aliada ao aumento da oferta de crédito pelas instituições financeiras.

Com base nos resultados do ano passado, a entidade reforça seu otimismo em relação aos negócios previstos para 2019. “Acreditamos que haverá um crescimento de 10,8% na produção de 2019, devendo chegar a 857.000 unidades”, diz Gazola.

De acordo com o executivo, esta expectativa está baseada nas mudanças e implantação de novas medidas na economia, que podem ocorrer com o novo governo federal, além da continuidade dos lançamentos de bicicletas de maior valor agregado pelas fabricantes do PIM. Segundo ele, o mercado percebe e responde positivamente à melhoria contínua da tecnologia, qualidade e gama de oferta dos produtos e marcas nacionais, que têm preços mais acessíveis aos consumidores.

“Com a redução do endividamento das famílias, devem ser retomadas as compras planejadas, tendo, ainda, o apoio do varejo na oferta de crédito mais acessível. Estes fatores podem levar à aceleração da demanda já no primeiro semestre do ano”, avalia Gazola.

RESULTADOS POR CATEGORIA

Em dezembro foram produzidas 7.653 bicicletas da categoria Urbana, representando uma queda de 37,1% sobre as 12.172 unidades fabricadas no mesmo mês de 2017. Na comparação com novembro (25.480 unidades), a redução foi de 70%.

A categoria Mountain Bike (MTB) contou com 13.711 unidades produzidas em dezembro, volume 102,9% maior em comparação com o mesmo mês de 2017 (6.757 unidades) e 69,4% inferior ao registrado em novembro (44.769 unidades).

A categoria Estrada totalizou 478 unidades produzidas em dezembro, significando aumento de 179,5% sobre o mesmo mês de 2017 (171 unidades). Contudo, na comparação com novembro houve uma queda de 46,3%, com 890 bicicletas produzidas.

A categoria Infanto-Juvenil teve somente 15 unidades produzidas em dezembro, correspondendo a uma queda de 99,5% sobre o mesmo mês de 2017 (2.779 unidades) e um recuo de 99,9% sobre novembro (12.587 unidades).

Dados da entidade mostram também que, no total, em 2018 foram fabricadas 330.573 bicicletas da categoria MTB (participação de 42,7% no mix de produção), 306.740 unidades da Urbana (39,6%), 129.096 unidades de Infanto-Juvenil (16,7%) e 7.232 unidades de Estrada (0,9%). De acordo com a Abraciclo, a categoria MTB vem crescendo principalmente porque envolve um tipo de bicicleta que passou a ser utilizado também nas cidades, apesar de sua aplicação clássica como veículo off-road.

Os volumes de bicicletas produzidos no PIM em 2018 foram distribuídos para comercialização para as seguintes regiões do País: Sudeste, com 55,4% das unidades; Sul, 19,5%; Nordeste, 14,7%; Centro-Oeste, 5,8%; e Norte, com 4,6%.

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO

De acordo com dados do então Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) analisados pela Abraciclo, a importação de bicicletas em todo o território nacional totalizou 117.668 unidades em 2018, representando uma queda de 22,6% sobre o volume de 2017 (152.098 unidades).

As bicicletas importadas vieram principalmente da China (82,5%), seguida de Taiwan (6,6%) e de Camboja (4%). Somente em dezembro, quando foram importadas 20.223 unidades, a China representou 77,9%, Taiwan 7,3% e Camboja 6%.

Também com base na análise da Abraciclo sobre dados do então Mdic, no ano passado foram exportadas 12.880 bicicletas produzidas no Brasil, significando uma alta de 6,9% sobre o volume de 2017 (12.048 unidades). O principal mercado das exportações foi o Paraguai, com 48,7%, seguido do Uruguai (27,4%) e Bolívia (14%).

No desempenho apenas de dezembro, a Bolívia foi o principal mercado externo das bicicletas brasileiras com 663 unidades (41% de participação), seguida por Paraguai com 526 unidades (32,5%) e Uruguai com 420 unidades (26%).

(Redação - Investimentos e Notícias)