PMI industrial do Brasil registra 58,4 pontos em fevereiro

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PMI industrial do Brasil registra 58,4 pontos em fevereiro (Foto: Pexels) PMI industrial do Brasil registra 58,4 pontos em fevereiro

Os dados de fevereiro indicaram uma melhoria acentuada no desempenho do setor industrial brasileiro, impulsionada por aumentos significativos no índice de novos pedidos e nos volumes de produção. O crescimento do índice de emprego também aumentou desde fevereiro, pois os fabricantes tentaram aumentar a capacidade em resposta ao aumento da demanda e a planos de retomada sustentada dos cronogramas de produção.

A pesquisa mais recente também destacou graves pressões sobre as cadeias de suprimentos, o que resultou em escassez de matéria-prima e outro rápido aumento dos preços de compra. Os fabricantes comentaram amplamente sobre os baixos estoques entre os fornecedores e os atrasos em remessas internacionais devido às interrupções decorrentes da pandemia da doença do coronavírus de 2019 (COVID-19).

Com 58,4 em fevereiro, o Índice Gerente de Compras™ do setor industrial da IHS Markit para o Brasil (PMI®) permaneceu muito acima do limite neutro de 50,0, e aumentou em relação aos 56,5 de janeiro, o patamar mais baixo em sete meses. Dito isto, a velocidade de recuperação do setor industrial permaneceu mais branda do que a média percebida no último trimestre de 2020 (64,1).

A análise positiva do PMI em fevereiro foi fundamentada por aumentos sólidos e acelerados tanto nos volumes de produção quanto no volume de novos pedidos. Os produtores de bens de investimento indicaram o aumento mais acelerado da produção, ao passo que os produtores de bens de consumo testemunharam o desempenho mais fraco.

Níveis elevados de produção foram muito associados a uma demanda doméstica mais forte. As vendas para exportação voltaram a um patamar de expansão em fevereiro, mas o crescimento foi apenas marginal e largamente confinado aos bens intermediários. Os fabricantes observaram que a hesitação entre os clientes, devido à pandemia, e as dificuldades de obtenção de matéria-prima foram os principais fatores a obstruir a recuperação em fevereiro.

Mais de metade dos participantes da pesquisa (53%) indicou prazos de entrega mais longos para a produção de insumos em fevereiro, em comparação a somente 2% que observaram uma melhoria. Como resultado, os dados mais recentes indicaram outra queda importante no desempenho dos fornecedores, o que levou ao desabastecimento dos estoques e um aumento acentuado no índice de pedidos em atraso.

A compra de insumos aumentou a um ritmo mais rápido que o de janeiro, refletindo o aumento dos pedidos e planos de reduzir a escassez no fornecimento ao manter estoques maiores de insumos. Contudo, a forte demanda global por matéria-prima e o aumento dos custos de transporte contribuíram para outro aumento acentuado dos preços de insumos. A taxa de inflação dos preços atingiu o nível mais elevado em três meses durante o mês de fevereiro, e uma aceleração semelhante foi registrada para os preços de fábrica, conforme os fabricantes tentavam aliviar as pressões sobre as margens.

Apesar de desafios importantes devido a interrupções na cadeia de suprimentos internacional e ao aumento das despesas operacionais, as empresas de produção no Brasil estão bastante otimistas com relação a suas perspectivas de crescimento para os próximos 12 meses. E mais, o grau de sentimento positivo aumentou em relação a janeiro, o patamar mais baixo em oito meses.

Os participantes da pesquisa observaram que são esperados novos investimentos em capacidade adicional e um aprimoramento dos pedidos para fomentar a produção ao longo do ano. Também houve relatos de esperança em relação à recuperação contínua da demanda doméstica e das exportações em razão do avanço da imunização contra a COVID-19 ao longo de 2021.

(Redação – Investimentos e Notícias)