PMI industrial do Brasil registra 51,1 pontos em outubro

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PMI industrial do Brasil registra 51,1 pontos em outubro (Foto: Pexels) PMI industrial do Brasil registra 51,1 pontos em outubro

O crescimento contínuo de novos trabalhos continuou a afetar o volume de produção, elevando ao mesmo tempo o nível de empregos do setor industrial pela primeira vez em três meses. Essas melhorias impulsionaram o PMI igualando o seu valor mais alto desde abril e foram acompanhadas por um arrefecimento das pressões inflacionárias, assim como pelo otimismo contínuo em relação aos negócios.

Ao atingir 51,1 em outubro, o Índice Gerente de Compras™ (PMI®) IHS da Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, indicou um fortalecimento das condições de negócios pelo quarto mês consecutivo. Além disso, aumentando em relação ao valor de 50,9 observado em setembro, o índice básico igualou a sua marca mais alta em seis meses (no mesmo nível de agosto).

O lançamento de novos produtos e a melhoria contínua na demanda se converteram num crescimento da quantidade de novos pedidos em outubro. No entanto, a recuperação foi apenas modesta e atenuou-se em relação a setembro. Ao mesmo tempo, as exportações diminuíram ainda mais, com vários entrevistados citando volumes menores de novos trabalhos provenientes da Argentina.

Ao mesmo tempo, o volume de produção cresceu apenas marginalmente, já que a incerteza política, o consumo doméstico moderado e as eleições restringiram o crescimento da produção em outubro. Apesar disso, a recuperação foi a quarta em quatro meses.

Os produtores brasileiros de mercadorias contrataram pessoal adicional no início do quarto trimestre, em meio a tentativas de aumentar a produção. O aumento no número de funcionários foi modesto apenas, mas o mais rápido desde março.

Aumentos brandos na quantidade de novos trabalhos aliados à criação de empregos levaram a outro declínio nos níveis de negócios pendentes. Apesar de ter sido sólida, a diminuição nos pedidos em atrasos foi a mais fraca na atual sequência de quatro meses de redução.

A fraqueza da moeda continuou a impulsionar os custos dos insumos para cima na medida em que o preço dos materiais importados ficou mais alto. A taxa de inflação, de um modo geral, moderou-se em comparação com o pico de setembro, mas ficou entre as mais acentuadas da história da pesquisa.

Algumas empresas repassaram aos seus clientes as cargas adicionais de custos, mas outras se contiveram e não aumentaram os preços devido a um clima competitivo. O aumento de preços cobrados foi o mais lento em seis meses.

Os fabricantes brasileiros se mantiveram otimistas e esperam que a produção seja mais elevada daqui a um ano. O sentimento positivo foi ajudado por crenças em um crescimento da demanda e em ganhos nas fatias de mercado, pelas intenções de investimentos e pelo término das eleições. Mesmo assim, as preocupações com o alto nível de desemprego e a incerteza econômica pressionaram o grau de otimismo, que atingiu um recorde de baixa de três meses.

Os estoques tanto de insumos quanto de itens acabados diminuíram moderadamente em outubro. A queda nos estoques de insumos foi atribuída à escassez de materiais junto aos fornecedores, a tentativas de liberar os fluxos de caixa e a reduções na compra de materiais.

De fato, os níveis de compra se contraíram em outubro, embora ligeiramente apenas. Ao mesmo tempo, os prazos de entrega dos fornecedores alongaram-se de maneira mais significativa do que no final do terceiro trimestre.

(Redação – Investimentos e Notícias)