PMI Industrial do Brasil marca 53,2 pontos em fevereiro

  •  
PMI Industrial do Brasil marca 53,2 pontos em fevereiro (Foto: Divulgação) PMI Industrial do Brasil marca 53,2 pontos em fevereiro

Os fabricantes brasileiros relataram uma recuperação continuada nas condições de negócios em fevereiro, ajudada por uma recuperação robusta e acelerada no volume de novos pedidos, segundo dados do Instituto Markit Economics. As cargas mais elevadas de trabalhos levaram ao aumento mais acentuado nos níveis de produção em três meses e ao ritmo mais rápido de criação de empregos desde março de 2011.

Os entrevistados da pesquisa citaram principalmente a melhoria da demanda por parte dos clientes internos, o que ajudou a contrabalançar uma queda moderada no volume de novas vendas para exportação. Ao mesmo tempo, houve indicações de que os fabricantes continuaram a repassar aos clientes parte dos custos mais elevados de insumos, com os preços de fábrica aumentando da maneira mais significativa em mais de um ano e meio.

Ao aumentar de 51,2 em janeiro para 53,2 em fevereiro, o Índice Gerente de Compras™ (PMI®) IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, divulgou acima da marca neutra de 50,0 pelo sétimo mês consecutivo. Além disso, o índice básico indicou uma das melhorias mais fortes nas condições operacionais registradas nos últimos cinco anos (ultrapassada apenas pela leitura do PMI observada em novembro de 2017).

“A leitura mais recente do PMI foi uma das mais fortes registradas nos últimos cinco anos, e a recuperação clara da contratação de pessoal fornece uma indicação de que a recuperação do setor de produção tornou-se mais arraigada”, disse Tim Moore, Diretor Associado da IHS Markit.

Os dados de fevereiro indicaram um crescimento robusto nos níveis de produção, com a taxa de expansão sendo a mais forte em três meses. Os entrevistados da pesquisa mencionaram que os planos de produção foram aumentados em resposta a melhorias nos registros de novos pedidos e a expectativas de uma recuperação sustentada pela demanda por parte dos clientes.

O aumento mais recente no total de novos trabalhos foi um dos mais rápidos desde o início de 2013, o que os entrevistados atribuíram às vendas mais elevadas nos mercados internos. Em comparação, o volume de pedidos para exportação caiu pelo segundo mês consecutivo, embora a taxa de declínio tenha sido apenas modesta.

Em fevereiro, a quantidade de empregos aumentou no setor industrial como um todo pela taxa mais forte em quase sete anos. Os relatos sugeriram que o otimismo mais forte em relação aos negócios foi um fator crucial a sustentar os planos de contratação de pessoal. As tentativas de aumentar a capacidade operacional contribuíram para mais um declínio acentuado nas cargas de trabalhos inacabados, com o ritmo de redução de pedidos em atraso sendo o mais agudo desde janeiro de 2017.

Houve indicações de que a melhoria da demanda e os prazos mais longos de entrega por parte dos fornecedores resultaram numa atitude de menor cautela em relação aos estoques. Como reflexo, os estoques de produtos acabados se estabilizaram em fevereiro, enquanto que os de pré-produção caíram pelo ritmo mais lento em três anos.

Ao mesmo tempo, os entrevistados mencionaram que os preços mais altos do aço foram um fator crucial a exercer pressão nas cargas de custos em fevereiro. De um modo geral, a taxa de inflação de preços de insumos atenuou-se, atingindo um recorde de baixa de quatro meses, mas permaneceu muito mais forte do que a média observada desde o início da pesquisa em 2006.

(Redação – Investimentos e Notícias)