PMI industrial do Brasil marca 51,2 pontos em janeiro

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PMI industrial do Brasil marca 51,2 pontos em janeiro (Foto: Divulgação) PMI industrial do Brasil marca 51,2 pontos em janeiro

A economia industrial brasileira manteve sua trajetória ascendente em janeiro, com o crescimento da demanda sustentando expansões nos pedidos de fábrica e no volume de produção, segundo dados do Instituto Markit Economics. Em resposta a isso, as empresas contrataram pessoal adicional e compraram maiores quantidades de insumos. No entanto, as taxas de aumento se atenuaram na maioria dos casos, a exceção sendo a dos níveis de compra, que registraram uma recuperação acelerada. Ao mesmo tempo, a quantidade de novos trabalhos provenientes do estrangeiro caiu, enquanto que outro declínio no volume de negócios pendentes destacou uma capacidade ociosa persistente no setor. Entretanto, foi registrado um crescimento mais lento nas cargas de custos. A inflação de preços de venda, por outro lado, atingiu um recorde de alta de onze meses.

Ao registrar 51,2 no início de 2018, o Índice Gerente de Compras™ (PMI® ) IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, indicou uma sexta melhoria mensal consecutiva nas condições operacionais. No entanto, o número básico caiu de 52,4 em dezembro igualando a sua marca mais baixa desde setembro passado.

“A economia do setor industrial brasileiro iniciou 2018 num passo mais lento do que terminou em 2017. Um aumento mais brando do volume de novos trabalhos levou as empresas a desacelerar a produção, que se expandiu pela taxa mais fraca desde outubro passado. Do mesmo modo, o crescimento do nível de empregos moderou-se, atingindo um ritmo insignificante”, disse Pollyanna De Lima, economista principal do IHS Markit.

O crescimento do volume de novos pedidos foi mantido em janeiro, já que os fabricantes se beneficiaram de conquistas de novos clientes, da diversificação de produtos e de melhores condições de demanda. A recuperação foi generalizada nos segmentos de bens de consumo, bens intermediários e bens de capital, mas a taxa de expansão, de um modo geral, atenuou-se ainda mais em relação ao recorde de alta de oitenta e um meses observado em novembro.

Uma desaceleração do crescimento foi também observada na produção. O aumento do volume de produção permaneceu mais forte do que a média de longo prazo para as séries, apesar de se ter atenuado e atingido um recorde de baixa de três meses.

Após ter aumentado em novembro e em dezembro, o volume de novos pedidos para exportação declinou em janeiro. Algumas empresas relataram um ambiente desafiador de demanda externa, ao mesmo tempo em que outras indicaram um foco especial no mercado interno.

Em janeiro ficou evidenciado um aumento apenas insignificante no número de funcionários, já que a taxa de criação de empregos se atenuou, atingindo o seu ponto mais fraco no atual período de expansão de quatro meses. Os relatos sugeriram que o crescimento foi contido pelas políticas de redução de custos em algumas empresas

Os produtores de mercadorias gastaram mais na aquisição de insumos, com os níveis de compra crescendo em um ritmo mais rápido do que em dezembro. As empresas que aumentaram a atividade de compras citaram tentativas de expandir os estoques e necessidades mais elevadas de produção.

Entretanto, os dados da pesquisa mostraram que os produtores continuaram a operar abaixo da capacidade, já que a quantidade de trabalhos em processamento caiu ainda mais. Ao mesmo tempo, os estoques tanto de insumos quanto de itens acabados diminuíram novamente.

Os indicadores de preços mostraram uma imagem mista, com a taxa de inflação de custo de insumos diminuindo, e a de preços cobrados atingindo um recorde de alta de onze meses. Contudo, como tem acontecido por mais de três anos, a inflação de insumos foi mais forte do que a de preços cobrados, sugerindo uma compressão adicional das margens de lucro das empresas.

“As quedas no PMI, assim como no índice de produção observadas em dezembro e janeiro, sugerem que o crescimento anual da produção industrial provavelmente terá diminuído em comparação com os +4,9% relatado pelo IBGE em novembro”, ressaltou Pollyanna.

As empresas mantiveram projeções de crescimento otimistas, com expectativas de melhores condições políticas e econômicas, e de um volume mais elevado de vendas, sustentando o sentimento positivo.

(Redação – Investimentos e Notícias)