PMI industrial do Brasil atinge novo recorde em setembro

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PMI industrial do Brasil atinge novo recorde em setembro (Foto: Pexels) PMI industrial do Brasil atinge novo recorde em setembro

A recuperação do setor industrial brasileiro dos efeitos da pandemia do coronavírus 2019 (COVID-19) prosseguiu em setembro, segundo dados do Markit Economics. Os participantes da pesquisa relataram uma expansão em níveis quase recordes em novas encomendas e na produção, além de um retorno ao crescimento das vendas para exportação. As empresas aumentaram a contratação e a atividade de compra, com um maior otimismo em relação à produção no futuro. Ao mesmo tempo, o aumento nos preços tanto de insumos quanto de produtos atingiu números recordes da pesquisa.

Aumentando de 64,7 em agosto para 64,9 em setembro, o Índice Gerente de Compras™ (PMI®) da IHS Markit para o Brasil assinalou a mais acentuada melhora do setor desde o início da coleta de dados, em fevereiro de 2006. Expansões mais rápidas nos índices de emprego e estoque de insumos e um aumento acentuado dos prazos médios de entrega propiciaram um movimento ascendente desta magnitude.

O volume de pedidos aumentou acentuadamente em setembro, sendo o segundo ritmo mais forte na história da pesquisa (atrás somente de agosto). Os participantes da pesquisa sugeriram que as recentes medidas de relaxamento das restrições relativas à COVID19, o fortalecimento das condições de demanda e os pedidos em larga escala contribuíram para o crescimento no total das vendas.

O volume de novos negócios do exterior aumentou em setembro, encerrando um período de um ano de contração. Além disso, a taxa de crescimento se mostrou sólida e a mais rápida em quase quatro anos e meio. Em muitos casos, os entrevistados associam o crescimento à depreciação do real (em relação ao dólar norte-americano).

Em resposta ao aumento das vendas e a restrições mais brandas em relação à COVID-19, os produtores aumentaram a produção novamente no final do terceiro trimestre de 2020. Apesar da desaceleração em relação ao recorde na pesquisa de agosto, o ritmo de expansão foi o segundo mais rápido desde o início da coleta de dados para a pesquisa, iniciada em fevereiro de 2006.
Setembro testemunhou um aumento acentuado e acelerado nos índices de emprego no setor industrial brasileiro. As empresas que contrataram mais trabalhadores citaram o aumento das vendas.

O crescimento dos números relativos à folha de pagamento não foi suficiente para aliviar as pressões sobre a capacidade, com o aumento dos pedidos em atraso sendo o mais acelerado na história da pesquisa.

Os fabricantes buscaram reconstruir os próprios estoques para produção em setembro, adquirindo mais matéria-prima e itens semiacabados. A compra de insumos aumentou ao segundo ritmo mais rápido desde o início da coleta de dados para a pesquisa.

Entretanto, os estoques de insumos aumentaram somente marginalmente, pois a escassez de materiais e problemas de capacidade dos fornecedores causaram uma deterioração mais ampla no desempenho deles. Os prazos médios de entrega atingiram a maior dilação na história da pesquisa.

Em setembro, tanto os preços de insumos quanto os preços cobrados aumentaram em níveis recordes para a pesquisa. O aumento dos custos foi associado à fragilidade da moeda, a uma forte demanda por insumos e à falta de matéria-prima disponível.

Em outros setores, houve um declínio mais rápido dos estoques de bens finais em setembro, com a demanda superando a produção. Projetando o futuro, os fabricantes de mercadorias se mostraram otimistas em relação a perspectivas de crescimento. Os participantes da pesquisa esperam que os investimentos, a expansão da capacidade e ajustes pós-pandemia sustentem o aumento da produção nos próximos 12 meses.

(Redação – Investimentos e Notícias)