PMI de serviços do Brasil registrou 50,4 pontos em julho

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PMI de serviços do Brasil registrou 50,4 pontos em julho (Foto: Pexels) PMI de serviços do Brasil registrou 50,4 pontos em julho

Com a produção do setor industrial e do de serviços aumentando em julho, o Índice Consolidado de Dados de Produção (PMI) - Brasil, sazonalmente ajustado, subiu de 47,0 em junho para 50,4 em julho. O valor mais recente indicou um crescimento marginal da produção do setor privado.

Impulsionada pela mais forte recuperação na quantidade de novos trabalhos desde março, a atividade do setor brasileiro de serviços cresceu pela primeira vez em quatro meses em julho. O Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, registrou 50,4 (47,0 em junho), indicando uma taxa marginal de expansão.

A recuperação acelerada na quantidade de novos trabalhos impulsionou a recuperação na atividade de negócios do setor de serviços. A entrada de novos negócios aumentou da maneira mais significativa em quatro meses, com a taxa de expansão superando a sua média de longo prazo. Os entrevistados da pesquisa citaram uma melhoria na demanda básica como causa. Em comparação, os pedidos de fábrica cresceram marginalmente.

Embora o nível de empregos no setor de serviços tenha continuado a diminuir no início do terceiro trimestre, o ritmo de corte de posições foi o mais lento observado na sequência de quarenta e um meses de redução ininterrupta. As empresas que reduziram os números de funcionários citaram tentativas de contenção de gastos como causa. No entanto, umas poucas empresas contrataram pessoal adicional devido ao forte crescimento de novos trabalhos. O nível de empregos no setor industrial aumentou, mas a recuperação não foi suficiente para compensar a contração nos números de posições no setor de serviços, e a quantidade de funcionários no setor privado como um todo diminuiu pelo quadragésimo primeiro mês consecutivo.

Os dados da pesquisa de julho destacaram uma capacidade ociosa entre as empresas que operam na economia de serviços do Brasil, já que a quantidade de negócios pendentes diminuiu ainda mais. Os pedidos em atraso contraíram-se em todos os meses nos últimos três anos, com a taxa de redução se acelerando em relação a junho. Após ter crescido acentuadamente em junho, devido à escassez de matérias-primas, a quantidade de trabalhos inacabados entre os produtores de mercadorias caiu no início do terceiro trimestre.

Em meio a relatos de preços mais elevados para combustíveis e para produtos alimentícios, além de salários mais altos concedidos aos funcionários, a média dos encargos de custo das empresas brasileiras de serviços cresceu ainda mais. A taxa de inflação atenuou-se em relação à observada em junho, mas, apesar disso, foi a segunda mais alta nos últimos nove meses e ficou acima da sua média de longo prazo. Da mesma forma, a inflação de preços de compras no setor industrial atenuou-se, mas foi a terceira mais alta, historicamente.

Como resultado, as empresas nos dois setores monitorados aumentaram seus preços de venda de maneira mais significativa em julho. As taxas de inflação de preços cobrados tanto dos prestadores de serviços quanto dos fabricantes atingiram recordes de vinte e nove meses de alta e ficaram acima de suas médias na história da pesquisa.

O sentimento em relação aos negócios no setor de serviços melhorou em julho ajudado por expectativas de melhores condições de mercado após as eleições. As empresas também previram que projetos em fase de preparação, diversificações, investimentos e iniciativas de marketing apoiarão o crescimento da produção nos próximos doze meses. O nível de otimismo igualou a sua marca mais alta observada desde setembro de 2017. Por outro lado, o grau de otimismo entre os fabricantes atingiu um recorde de baixa de nove meses em meio a preocupações relacionadas com questões políticas e econômicas. 

(Redação – Investimentos e Notícias)